Home Futebol Lugano reprova postura de Calleri com Abel Ferreira em São Paulo x Palmeiras: “Eu nunca vi isso”

Lugano reprova postura de Calleri com Abel Ferreira em São Paulo x Palmeiras: “Eu nunca vi isso”

Comentarista da ESPN acredita que o atacante não deveria ter sido amistoso com o treinador rival

Por Bruno Romão em 13/06/2023 13:07 - Atualizado há 3 anos

Reprodução

Irritado com a postura de Abel Ferreira, Lugano, em análise sobre a treta em São Paulo x Palmeiras, apontou que Calleri não deveria ter perdoado o treinador. Apesar do forte desentendimento, os dois se abraçaram após o clássico e a situação foi resolvida. Porém, como o português foi bastante duro no momento de “enquadrar” o argentino, o ídolo do Tricolor reprovou a conduta do jogador ter sido compreensivo.

Na sequência, Lugano destacou que, no passado, o comportamento de Abel terminaria em briga generalizada. Ainda que o técnico tenha saído em defesa de Mayke, que disputou uma bola com Calleri, o ex-zagueiro opinou que o comandante do Palmeiras foi totalmente desrespeitoso em campo.

“Calleri foi muito bem em diminuí-lo, e meio que falar ‘você está atuando para a sua torcida, está fazendo um teatro para chamar atenção’. Calleri foi muito mal depois de aceitar as desculpas. Acho que não, um cara que grita na sua cara. Eu nunca vi isso. E não importa se foi no Morumbi, no Allianz (Parque), na Arena do Corinthians…o treinador adversário gritar na cara de um rival, eu nunca vi no futebol porque, obviamente, terminaria em briga generalizada”, disse no programa Resenha da Rodada, da ESPN.

Presente no Morumbi, Lugano revelou que a postura de Abel Ferreira causou um impacto nas arquibancadas. Dessa forma, caso o estádio tivesse contado com duas torcidas, o atrito na beira do gramado poderia causar uma confusão fora das quatro linhas.

Eu imagino os jogadores do Palmeiras um pouco constrangidos com essa atitude do treinador. Me desconcerta, principalmente, pela falta de respeito ao jogador. Discutir com o árbitro já está errado, mas com o jogador adversário, botar o dedo na cara? Gritar na cara? E, além de tudo, o mais importante, e o mais preocupante: eu estava no Morumbi, e essa atitude gerou uma discussão de violência no estádio. O torcedor mudou de humor. Por sorte não tinha torcida adversária, eu não sei como o Calleri teve essa energia. Em outro momento, o futebol sul-americano, há 10 anos, essa atitude terminaria com o Abel no hospital, gerando uma violência difícil de conter”, acrescentou.

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