Ana Thaís revela inspiração em Renata Fan e admiração por Casagrande: “Tem um lado humano”
Jornalista da Globo trabalhou com apresentadora da Band e fez questão de valorizar aspecto envolvendo o ídolo do Corinthians
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Em entrevista à revista 29HORAS, Ana Thaís Matos revelou duas das suas inspirações no jornalismo. Inicialmente, a profissional exaltou o trabalho de Walter Casagrande, que sempre busca levar o aspecto social em suas análises, já que fez parte da histórica Democracia Corinthiana. Sendo assim, o lado humano do ídolo alvinegro ganhou ênfase no discurso.
“Tive a oportunidade de trabalhar com muita gente bacana, mas eu tomei como referência principalmente o trabalho de comentaristas de fora do esporte. Entre os grandes do comentarismo esportivo, admiro o Casagrande, justamente porque ele não se limita apenas a falar de esporte, tem um lado humano e uma preocupação social.”, afirmou.
Na sequência, Ana Thaís relatou o trabalho como produtora de Renata Fan na Band. Como a apresentadora desbravou um caminho dominado por homens, já que comanda o Jogo Aberto desde 2007, a trajetória profissional da colega trouxe um sentimento de motivação para a jornalista da Globo.
“A Renata Fan foi também muito importante para mim. Eu trabalhei como produtora dela e posso dizer que é uma profissional incrível. Ela chegou como miss – é uma mulher lindíssima – e poderia pegar o caminho mais fácil, se sustentando só por isso. Mas contrariou muita gente, não foi apenas o que queriam que ela fosse. Estudou Direito e Jornalismo, é uma empresária, comanda a sua carreira e enfrentou muitas barras até chegar onde chegou. É uma mulher fenomenal. Sua trajetória foi muito inspiradora para mim.“, completou.
Empenhada no trabalho dentro da Globo, algo que levou ao time principal da emissora na Copa do Mundo, Ana Thaís explicou seu método de análises antes dos jogos. Sendo assim, nos momentos em que está fora da emissora, existe um estudo profundo para que o público fique mais inteirado dos acontecimentos em campo.
“Antes de cada transmissão, tenho uma rotina de duas a três horas de estudo. Não uso estatísticas e números sem inseri-los em um contexto, acho que esses dados servem para embasar meu raciocínio, mas tenho de usá-los como ferramenta de apoio para o mais importante do meu trabalho, que é explicar porque um time está ganhando ou perdendo, qual o problema da equipe que está sendo derrotada, qual o ponto positivo que justifica a vitória de quem está ganhando. O jogo é uma história com começo, meio e fim, e eu decifro e traduzo essa trama para quem assiste.”, relatou.

