Dandan vê mudança na Globo e aponta narrador histórico que seria descartado: “Não encaixava”
Locutor destacou que a emissora deixou de lado estilo mais formal ao aceitar postura mais espontânea dos profissionais
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Em entrevista ao podcast “Cheguei”, do narrador Garotinho, Daniel Pereira, conhecido como Dandan, falou sobre a mudança na Globo. Após um período em que os locutores não eram liberados para fazer piadas para que o padrão da emissora não fosse questionado, a direção entendeu que o comportamento precisava mudar. Sendo assim, para se aproximar do público, os profissionais em questão adotaram uma postura mais leve nos jogos.
Diante disso, no momento em que Silvio Luiz estava no auge, Dandan apontou que não haveria espaço na Globo para o histórico locutor. Dono de bordões famosos, o comunicador, que foi colocado na primeira prateleira dos narradores, estava fora do que a empresa buscava em sua grade de programação.
“Silvio Luiz é um ícone. Para mim, é da primeira prateleira de narradores de TV. Ele era descontraído“, iniciou Dandan.
“Ele não trabalharia no Grupo Globo...”, sugeriu Garotinho.
“Eu não sei responder… até pelo padrão que ele estava bombando na TV, a Globo tinha um padrão que não encaixava pelo padrão. Se é errado ou não é, quem estava no comando que sabia”, completou o locutor.
Sem nenhuma restrição da Globo, Dandan possui a prioridade de tratar o futebol como um produto de entretenimento. Diante disso, ele destacou que nem sempre descreve os lances ao pé da letra, tendo em vista que o público está vendo os fatos em campo. Neste cenário, a liberação promoveu a criação de bordões e frases de efeito que costumam viralizar nas redes sociais.
“Eu me sinto muito honrado pela descontração, o Silvio ia narrar um jogo reagindo ao que estava acontecendo na partida. Eu faço muito isso, tentar reagir como o cara que está em casa reage. Às vezes o cara chuta pra fora, é televisão. Não precisa dizer que chutou pra fora, faz só ‘hummm…’. O cara em casa tá vendo, não precisa narrar tudo. Eu tento ser preciso, mas levando o futebol como uma grande brincadeira e um grande entretenimento, que é o que a gente está precisando hoje“, contou.

