Globo perde monopólio no futebol e Allan Simon crava: “Não tem mais volta”
Emissora carioca já não tem mais o domínio das principais competições pelo Brasil
Divulgação/Globo
A história do futebol brasileiro na televisão foi contada em grande parte do tempo pela Globo. A emissora carioca teve o domínio das transmissões de competições nacionais e também da seleção brasileira durante longos anos. No entanto, essa tendência vem caindo por terra nos últimos anos e novos concorrentes abalam o monopólio da líder de audiência no Brasil.
Allan Simon, jornalista especialista em mídia esportiva, analisou a atual situação e concluiu que os tempos realmente mudaram: “O mundo do futebol na televisão mudou e não tem mais volta”, disse ele em seu blog no Uol.
Para entender o momento de transmissões no Brasil é simples. A Copa do Brasil, por exemplo, terá apenas Flamengo x Grêmio passando na TV aberta da Globo; o clássico entre São Paulo x Corinthians será com transmissão do SporTV, Premiere e Amazon Prime Video.
A Copa Libertadores da América, que ficou três anos no SBT, justamente no período de finais brasileiras, voltou para a Globo, mas apenas em partes. É provável que, assim como na Copa do Brasil, a emissora transmita em TV aberta apenas um confronto de algum clube nacional, sendo que os outros serão de responsabilidade da ESPN e Paramount.
Esses são apenas dois casos de como o monopólio da emissora carioca já não existe há algum tempo. O jornalista ainda citou o caso da Copa do Mundo de 2026, em que a Globo tem apenas metade dos direitos dos jogos da competição.
“Os direitos de transmissão dispararam em valores nos últimos anos, a concorrência de empresas estrangeiras com seus dólares tornou a disputa mais pesada”, ressaltou. “Hoje é possível afirmar: não cabe mais tudo na Globo, como antigamente”, afirmou ele.
Depois de dominar o cenário por longos anos, está nítido que tudo mudou. Estaduais, como Paulistão e Cariocão, Fórmula 1, pacotes “rachados” de algumas competições, Mundial de Clubes e outros eventos esportivos estão sendo “divididos” com outras emissoras e plataformas. E a tendência é que isso continue acontecendo.
“A Globo, hoje, ainda se mantém como a empresa mais relevante do país em direitos de transmissão fazendo o ‘jogo do possível'”, disse Allan Simon em sua avaliação sobre o momento na TV brasileira.

