Torcedores do Santos ‘ajudam’ o clube em crise financeira; entenda
Peixe tem ‘programa’ para que torcedores endinheirados cedam valores para ajudar finanças da equipe e pagar custos
Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC
Devido à crise financeira, o Santos tem procurado de todas as maneiras recursos para poder se manter e pagar dívidas. Dentre as várias atitudes tomadas pelos dirigentes, uma delas envolve a ajuda de alguns torcedores, neste caso um processo chamado ‘funding’.
Tal medida, implementada pelo presidente Andrés Rueda, é uma forma de captação de dinheiro numa modalidade semelhante a um empréstimo bancário. No processo, os torcedores santistas fazem a cessão de determinados valores através de um banco, neste caso o Safra. O banco faz o crédito ao Peixe com juros considerados baixos e os ‘investidores’ terão em troca, rendimentos futuros que podem ser até maiores do que o valor aportado.
O dinheiro que é captado destes ‘empréstimos’ vai para pagar dívidas de custo menor e quitar salários de jogadores e funcionários. Segundo a Gazeta Esportiva, até o momento, cerca de R$ 61,6 milhões foram aportados ao Santos nesta modalidade, para o pagamento dos salários e outras despesas.
A escolha dos santistas pelo ‘funding’ se dá pelo clube desejar tanto evitar que atrasos aconteçam como para garantir que o clube possa ter em mãos de forma imediata dinheiro para o fluxo de caixa do clube não ser afetado com possíveis faltas de recursos que poderiam vir fora desta modalidade, como patrocínios e vendas de jogadores. Além de ser mais vantajosa ao clube que empréstimos ‘normais’.
O pagamento de tais valores é feito em parcelas mensais, a serem quitadas em janeiro de 2024. Segundo estimativas, o Peixe deverá pagar ainda mais R$ 50,1 milhões do dinheiro captado pelo ‘funding’ e terão de ser necessários outros tipos de recursos para poder pagar os aportes destes torcedores antes que este vire um novo problema para o clube lidar, ainda mais com o final da gestão de Rueda se aproximando.

