Nova proposta da Libra conta com agência para vender direitos de TV do Brasileirão e garantia de R$ 1,4 bilhão em receita
Entidade que quer gerir o Brasileirão Série A a partir de 2025 faz proposta a clubes integrantes; saiba mais
Taça do Brasileirão (Foto: Joilson Marconne / CBF)
A disputa entre Libra e LFF para a gestão do Brasileirão Série A no futuro teve mais um capítulo nesta semana, com a primeira enviando a seus integrantes uma nova proposta para adquirir os direitos de transmissão da competição, segundo Rodrigo Capelo, do GE.
Na nova proposta, feita pelo fundo Mubadala, será criada uma ‘agência’ que seria a responsável por negociar em nome dos clubes integrantes da Libra os direitos de transmissão de TV dos jogos da Série A. Tal agência seria propriedade dos clubes e dos investidores, com metade para cada lado, e seria negociadora exclusiva das cotas de exibição das partidas por 25 anos (até 2049).
Mubadala reformula proposta à Libra, com criação de agência para vender direitos de TV do Brasileirão e garantia de R$ 1,4 bilhão em receita. Tivemos acesso à minuta contratual e publicamos os detalhes no @geglobo. O "jogo da liga" pode mudar de novo. >>> https://t.co/rR5n7pn2tl pic.twitter.com/iBdkLb8gRv
— Rodrigo Capelo (@rodrigocapelo) December 21, 2023
Com a ‘agência’, o Mubadala quer garantir uma receita mínima de R$ 1,4 bilhão a seus clubes pela comercialização dos direitos de TV das partidas da Série A. Tal valor seria alcançado se, no mínimo, nove integrantes da entidade estiverem na elite, em valores variáveis conforme a quantidade de membros disputando o Brasileirão.
Se dez times integrantes da Libra jogarem a Série A, tal receita garantida passa a ser de R$ 1,5 bilhão. O número máximo que a proposta do fundo indica é de 18 times na Série A, na qual a receita garantida para os seus integrantes é de R$ 2 bilhões. Caso o dinheiro da venda dos direitos não alcance a quantidade mínima da garantia, caberia ao Mubadala completar os valores.
Há a possibilidade de que os times, caso queiram mais dinheiro, vendam uma parte (até 45%) do controle da ‘agência’. Os clubes já teriam valores pré-definidos, com o Flamengo tendo a parte maior (R$ 94,9 milhões), seguido de Corinthians (R$ 75,9 milhões) e Palmeiras (R$ 63 milhões). A cota mínima é de R$ 4,7 milhões.
Além disto, o fundo investidor poderá receber 5% dos valores das cotas, isto a partir do segundo ciclo de negociações dos direitos, com os times recebendo cotas integrais nos primeiros três anos, e tais valores deduzidos a partir disto.

