Home Futebol Casagrande aponta time “previsível e lento” no futebol brasileiro: “Não dá mais”

Casagrande aponta time “previsível e lento” no futebol brasileiro: “Não dá mais”

Comentarista alertou necessidade de reinvenção tática para dificultar vida dos adversários

Por Bruno Romão em 12/06/2024 11:16 - Atualizado há 2 anos

Casagrande, comentarista da ESPN (Reprodução)

Apesar do placar magro no Nilton Santos, Casagrande considera que o Botafogo “amassou” o Fluminense. Levando em conta que Júnior Santos não estava em uma noite inspirada, uma goleada, caso o cenário fosse oposto, teria sido aplicada pelo Glorioso. Embora tenha perdido chances claras, o camisa 11 foi exaltado no discurso.

“O Botafogo amassou o Fluminense, que podia ter tomado quatro, cinco ou seis (gols). O Júnior Santos chegou na frente do Fábio umas quatro vezes. Ele jogou pra cacete, só errou nas finalizações. Ele fez tudo certo e errou nas finalizações. O Júnior Santos é veloz e tem uma explosão muscular muito grande. Os caras davam uma esticada e ele saiu na cara do gol.”, disse Casão, em live do UOL Esporte.

Logo depois, Casagrande alertou que o Fluminense está ficando cada vez mais “manjado”. Isso porque o estilo de Fernando Diniz, detectado pelos adversários, vem facilitando a vida dos técnicos em anular o Tricolor.

“O modo que o Diniz fez a marcação foi absurdo. Os times não estudam, já sabem que o Diniz faz sempre a mesma coisa. O Fluminense joga do mesmo jeito. Faz o mesmo tipo de substituição e saída de jogo. Não dá mais. O Fluminense é previsível. Outra coisa: é lento.”

“O Tchê Tchê dá dinâmica e ritmo no jogo. Essa intensidade deixou o Martinelli e o Lima desesperados porque o Ganso não acompanha intensidade alta. Ficou com um a menos e o adversário domina o meio-campo.”, prosseguiu.

Casagrande rebate reclamação de Diniz

Após o duelo, Fernando Diniz declarou ser “terminantemente contra jogar em campo sintético”, já que é o “mesmo que jogar na altitude”. Discordando do ponto de vista, Casagrande acredita que, caso o Fluminense tivesse vencido, a avaliação sobre o campo seria totalmente diferente

“Todo time reclama do gramado sintético quando perde. Quando ganha, a entrevista é outra: ‘Jogamos bem, eu mexi aqui, marcamos pressão e amassamos o adversário’. Ninguém liga pro gramado sintético quando ganha, só ligam pro gramado sintético quando perde. Por isso que eu não levo a sério qualquer reclamação quando perdem.”, afirmou.

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