Casagrande critica VAR em Atlético x Palmeiras e diz que sistema “atua contra o gol”
Comentarista questiona critérios da arbitragem de vídeo após anulação de lance no empate por 2 a 2 na Arena MRV
Casagrande é comentarista no programa "Galvão e Amigos" na Band (Reprodução/Band)
O empate por 2 a 2 entre Atlético e Palmeiras, na Arena MRV, abriu o Campeonato Brasileiro de 2026 com intensidade, viradas e um lance que rapidamente se tornou o centro das atenções. A anulação do gol de Tomás Cuello, aos 19 minutos do segundo tempo, gerou debate sobre o uso do VAR e reacendeu críticas antigas à forma como a tecnologia vem sendo aplicada no país. A discussão ganhou força após declarações de Walter Casagrande, que questionou o critério adotado e a lógica das análises milimétricas.
Casagrande questiona postura do VAR
Durante participação no Canal UOL, Casagrande avaliou a decisão da arbitragem de vídeo e afirmou que o sistema, no Brasil, atua de maneira excessivamente restritiva. Para o comentarista, o foco não está em validar jogadas ofensivas, mas em buscar qualquer detalhe que permita a anulação.
“O VAR no Brasil trabalha para anular o gol, ele não trabalha para marcar o gol, trabalha contra o gol”, afirmou, ao comentar o impedimento assinalado no lance envolvendo Cuello. A fala sintetizou a percepção de que a tecnologia, embora criada para reduzir erros claros, tem sido usada para revisar situações no limite da interpretação.
Na sequência, Casagrande explicou por que considera problemático o uso de linhas tão precisas em jogadas praticamente alinhadas. Segundo ele, a busca por diferenças mínimas acaba afastando o futebol de uma leitura mais simples e coerente com o movimento real do jogo.
“O VAR começa a buscar dedinho na frente para invalidar a mesma linha. Na mesma linha, se seu corpo está junto na mesma direção lateral do cara e se seu pé está um pouquinho à frente, é mesma linha, estou dando um exemplo”, completou.
Veja também: Neto critica Yuri Alberto após estreia do Corinthians: “A gente vai sofrer no Brasileirão”
Debate sobre a precisão da tecnologia
A crítica foi acompanhada por outros participantes do programa. Júlio Gomes levantou dúvidas sobre a qualidade das imagens e sobre o momento exato do passe que originou o lance. Além disso, lembrou que o impedimento semiautomático ainda está em processo de implantação no futebol brasileiro.
“Dedinho pra lá, dedinho para cá. Será que tem uma câmera que mostra bem a hora em que a bola descola da chuteira do Everson, que faz o lançamento até chegar ao Cuello? Acho que deveria valer a marcação de campo”, afirmou. Em seguida, ponderou que, apesar da polêmica, o Atlético voltou a marcar logo depois, o que reduziu o impacto esportivo imediato da decisão.
Arnaldo Ribeiro, por sua vez, foi direto ao comentar o mesmo lance. Sem entrar em detalhes técnicos, deixou clara sua posição contrária à marcação de impedimento. “Eu não marcaria impedimento nem a pau”, disse, reforçando a divisão de opiniões em torno do critério adotado.
O lance e o contexto da partida
O gol anulado ocorreu aos 19 minutos do segundo tempo, quando Tomás Cuello finalizou e balançou as redes, mas teve a jogada invalidada após revisão do VAR. A decisão gerou reclamações e alimentou o debate sobre o uso de linhas milimétricas para definir posições quase alinhadas.
Pouco depois, o Atlético voltou a marcar, o que alterou o clima imediato do jogo, embora a discussão sobre o lance seguisse no pós-partida. Em campo, o confronto manteve ritmo alto do início ao fim. Flaco López abriu o placar para o Palmeiras aos 27 minutos da primeira etapa.
O time mineiro reagiu ainda antes do intervalo com Victor Hugo e virou no segundo tempo com um gol contra de Khellven. Aos 38 minutos da etapa final, Vitor Roque garantiu o empate. Sendo assim, o placar ficou em 2 a 2.

