Flamengo aparece entre os 30 clubes mais ricos do Mundo
Clube carioca sobe para a 29ª posição entre os mais ricos do planeta e reforça presença em lista dominada por gigantes europeus
Flamengo vai pra final da Intercontinental (Crédito: AP Photo/Hussein Sayed)
O Flamengo deu mais um passo relevante no cenário financeiro do futebol internacional. No levantamento anual da consultoria Deloitte, o clube subiu da 30ª para a 29ª posição entre as equipes com maior receita no mundo. O estudo aponta faturamento estimado em 202,7 milhões de euros na última temporada, valor que gira em torno de R$ 1,26 bilhão.
Com esse avanço, o Rubro-Negro consolida sua presença entre os trinta clubes mais ricos do planeta, grupo historicamente dominado por equipes da Europa. Além disso, o resultado confirma uma trajetória de crescimento contínuo, sustentada por receitas recorrentes e pela força comercial da marca.
O Rubro-negro ainda vai ampliar as receitas em 2026. Isso porque o clube tem acordo de renovação com o BRB.
Ranking liderado pelo Real Madrid pelo terceiro ano seguido
No topo da lista, o Real Madrid manteve a liderança pelo terceiro ano consecutivo. O clube espanhol aparece com receita estimada em 1,1 bilhão de euros, o equivalente a cerca de R$ 7,23 bilhões. Antes disso, os merengues já haviam superado o Manchester City em 2024 e 2025, após os ingleses liderarem o ranking em 2023.
Esse domínio reforça o peso das grandes ligas europeias, especialmente da Espanha e da Inglaterra, que concentram contratos de televisão elevados, receitas comerciais globais e estádios com alta taxa de ocupação. Mesmo nesse contexto, a presença do Flamengo chama atenção pelo contraste geográfico e estrutural.
Importância histórica da presença rubro-negra
Esta é apenas a segunda vez que o Flamengo figura entre os trinta primeiros desde a criação da “Football Money League”, na temporada 1996/1997. O dado ganha relevância porque a lista, ao longo de quase três décadas, foi ocupada majoritariamente por clubes europeus, com poucas exceções fora do continente.
Assim, o avanço para a 29ª colocação representa mais do que uma simples mudança numérica. Trata-se, sobretudo, de um indicativo de consolidação financeira em um ambiente altamente competitivo, no qual marcas globais disputam atenção, patrocínios e audiências em escala mundial.
Fontes de receita consideradas no estudo
A Deloitte leva em conta apenas receitas recorrentes para compor o ranking. Entram no cálculo valores provenientes de direitos de transmissão, bilheteria e atividades comerciais, como patrocínios e licenciamento de produtos. Por outro lado, montantes obtidos com venda de jogadores ficam fora da análise.
Dessa forma, o posicionamento do Flamengo reflete a capacidade do clube de gerar caixa de maneira constante, sem depender exclusivamente de negociações no mercado de transferências. Esse perfil financeiro é visto como sinal de estabilidade e de maturidade administrativa.
Direitos de mídia e força comercial como pilares
Grande parte da receita rubro-negra vem dos contratos de transmissão no Brasil e no exterior. Além disso, acordos de patrocínio, programas de sócio-torcedor e vendas de produtos oficiais ampliam a base de arrecadação. Paralelamente, a média de público elevada no Maracanã fortalece o desempenho em bilheteria.
Esse conjunto de fatores ajuda a explicar a presença do clube no ranking, mesmo atuando em um mercado com poder aquisitivo inferior ao das principais ligas europeias. Ainda assim, a escala de torcedores e a exposição midiática compensam parte dessa diferença.
Confira os 30 clubes mais ricos do mundo
- Real Madrid – 1,161 bilhão de euros
- Barcelona – 974,8 milhões de euros
- Bayern de Munique – 860,6 milhões de euros
- Paris Saint-Germain – 837 milhões de euros
- Liverpool – 836,1 milhões de euros
- Manchester City – 829,3 milhões de euros
- Arsenal – 821,7 milhões de euros
- Manchester United – 793,1 milhões de euros
- Tottenham – 672,6 milhões de euros
- Chelsea – 584,1 milhões de euros
- Inter de Milão – 537,5 milhões de euros
- Borussia Dortmund – 531,3 milhões de euros
- Atlético de Madrid – 454,5 milhões de euros
- Aston Villa – 450,2 milhões de euros
- Milan – 410,4 milhões de euros
- Juventus – 401,7 milhões de euros
- Newcastle – 398,4 milhões de euros
- Stuttgart – 296,3 milhões de euros
- Benfica – 283,4 milhões de euros
- West Ham – 276 milhões de euros
- Eintracht Frankfurt – 269,9 milhões de euros
- Brighton – 238,7 milhões de euros
- Everton – 234 milhões de euros
- Crystal Palace – 232,5 milhões de euros
- Bournemouth – 218,5 milhões de euros
- Roma – 216,3 milhões de euros
- Wolverhampton – 206,3 milhões de euros
- Brentford – 206 milhões de euros
- Flamengo – 202,7 milhões de euros
- Olympique de Marselha – 188,7 milhões de euros

