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Paquetá é mais importante que ganhar o carioca, avalia Mauro Cezar Pereira

Eliminação precoce no Carioca e chegada de Paquetá levam clube a reorganizar calendário e prioridades

Por Douglas Nunes em 26/01/2026 16:17 - Atualizado há 4 horas

Mauro Cezar na UOL (Reprodução)

A temporada do Flamengo ganhou um novo desenho ainda nas primeiras semanas do ano. Quase fora da disputa principal do Campeonato Carioca, o clube passou a reorganizar sua agenda e a redefinir prioridades. Com isso, a chegada de Lucas Paquetá virou o centro das atenções, na visão do jornalista Mauro Cezar Pereira.

Carioca perde centralidade no planejamento rubro-negro

Segundo Mauro Cezar no programa Posse de Bola, do Canal UOL, o Campeonato Carioca não ocupa posição central nos objetivos do clube. “A chegada do Paquetá é muito mais importante do que o Campeonato Carioca. Isso aí pra mim é bem evidente, porque não é o Campeonato Carioca que o Flamengo quer ganhar. Se der pra ganhar, ganha. Não dá, não ganha”, afirmou.

O comentarista também destacou que, no cenário atual, o time já se encontra fora da briga pelo título. “O Flamengo tá virtualmente eliminado da competição”, disse, ao tratar da fase classificatória e do desempenho que afastou o clube das etapas decisivas.

Mesmo com o torneio em segundo plano, o regulamento impõe obrigações. O formato do quadrangular que define o rebaixamento cria um risco esportivo que não permite o uso integral de equipes alternativas. “O problema do torneio da morte é que você tem que fazer dois ou três jogos com profissionais pra garantir uma pontuação que não o coloca em último”, explicou.

Uso de profissionais para evitar o rebaixamento

O modelo de disputa, com turno e returno em seis partidas, coloca o último colocado diretamente na segunda divisão estadual. Para evitar esse cenário, o Flamengo precisa escalar atletas experientes em parte dos confrontos. “Você é obrigado a fazer ali dois ou três jogos com, não digo o time titular, mas com profissionais em campo para ter uma força mínima”, afirmou Mauro Cezar.

O objetivo, segundo ele, é simples e pragmático. “Garantir vitórias sobre esses outros times fracos que vão ser eliminados e ficar pelo menos ali em segundo, terceiro, não ser o quarto colocado, não ser o último”, completou.

Essa necessidade interfere na gestão física do elenco. O clube precisa equilibrar a utilização de jogadores importantes com a preservação para compromissos mais relevantes. Ao mesmo tempo, a comissão técnica busca manter ritmo competitivo sem comprometer a preparação para torneios de maior exigência.

Recopa Sul-Americana e início do Brasileiro entram no centro da agenda

Com a eliminação no Estadual, o Flamengo deixa de disputar fases decisivas e clássicos do mata-mata. Esse cenário altera o nível de desgaste e abre espaço no calendário. “Isso deve afetar a preparação para outros jogos”, afirmou Mauro Cezar.

Em contrapartida, a ausência de confrontos mais duros no Carioca permite maior concentração em competições de peso. “Você pode se concentrar mais na Recopa Sul-Americana, que vai ter dois jogos logo após o Carnaval”, disse. O torneio continental será decidido em partidas marcadas para os dias 19 e 26, contra o Lanús, com o primeiro duelo na Argentina e o segundo no Rio.

Além da Recopa, o início do Campeonato Brasileiro também passa a dividir o foco. “E os jogos do Brasileiro, que vão acontecer mais ou menos no período, aliás, vão acontecer no período da disputa desse torneio”, destacou o jornalista.

Sem a pressão dos clássicos estaduais e fora do mata-mata regional, o time passa a trabalhar com um calendário diferente. Sendo assim, pode escolher como a escalação e cada período de descanso podem influenciar diretamente o desempenho nos compromissos que realmente definem o rumo do ano.

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