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São Paulo e Oscar divergem por valores e rescisão segue indefinida

Impasse envolve valores de luvas e direitos de imagem e expõe reflexos da crise política nos bastidores do clube

Por Douglas Nunes em 21/01/2026 11:23 - Atualizado há 4 horas

Oscar não atua pelo São Paulo desde julho (Foto: Baggio Rodrigues/AGIF/Alamy)

Embora tenha anunciado a aposentadoria ainda no ano passado, Oscar continua formalmente ligado ao São Paulo. A rescisão, que parecia questão de tempo, esbarrou em um ponto sensível: os valores a receber. As partes não chegaram a um consenso sobre o montante devido, o que, por enquanto, impede a assinatura do distrato.

Do lado do jogador, a posição é clara. O meia não pretende abrir mão de nenhum valor pendente, especialmente os relacionados a luvas e direitos de imagem. Além disso, o estafe entende que os atrasos precisam ser quitados integralmente antes de qualquer anúncio oficial. Esse tipo de postura, aliás, tornou-se comum no clube em meio ao atual cenário financeiro instável.

Enquanto isso, o São Paulo reconhece a dívida, mas ainda trabalha para definir exatamente quanto precisa pagar. Por essa razão, o processo caminha em ritmo mais lento do que o previsto.

Acordo inicial e mudança de cenário político

As conversas para a rescisão começaram quando Julio Casares ainda comandava a presidência. Naquele momento, houve avanço e até entendimento preliminar com o agente Giuliano Bertolucci, que intermediou a volta de Oscar ao Morumbis. No entanto, a crise política mudou o cenário.

Com Casares afastado e o clube mergulhado em um processo de reorganização administrativa, acordos firmados anteriormente passaram a ser reavaliados. Internamente, há incerteza sobre os valores pactuados e, sobretudo, sobre a forma de pagamento. Dessa maneira, o que parecia resolvido voltou à estaca zero.

Além disso, a ausência de uma definição clara de comando atrasou decisões que dependem de aval jurídico e financeiro. Assim, o impasse se estendeu para além do esperado.

Auditoria interna e atuação do departamento jurídico

Paralelamente, o São Paulo iniciou uma auditoria para levantar com precisão todas as pendências com o ex-camisa 8. O foco está em parcelas de luvas e direitos de imagem que foram diluídas ao longo do contrato de três anos. Somente após esse levantamento completo o clube pretende avançar de forma definitiva.

Nesse contexto, o departamento jurídico passou a centralizar o processo. A análise dos documentos, contratos e comprovantes de pagamento se tornou etapa obrigatória antes de qualquer novo movimento. Portanto, até que esse trabalho seja concluído, não há previsão para a formalização da rescisão.

Apesar disso, a avaliação interna é de que a divergência está restrita aos números. A relação com o atleta e com seu estafe segue considerada respeitosa e profissional.

Clima de cautela, mas sem ruptura

Mesmo com o impasse, não há sinal de ruptura entre as partes. Pelo contrário, a tendência é de que o acordo seja fechado assim que houver clareza total sobre os valores em aberto. O São Paulo, inclusive, mantém acompanhamento e suporte ao jogador desde o episódio de saúde ocorrido no fim da última temporada.

Ao mesmo tempo, Oscar aguarda a resolução para oficializar o encerramento de sua carreira. O desejo de se aposentar permanece, mas o desfecho depende exclusivamente do acerto financeiro.

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