Textor promete quitar o transfer ban e atrair US$ 50 milhões para o Botafogo
Empresário estadunidense falou com a Botafogo TV na quinta-feira, no Estádio Nilton Santos
Textor, dono da SAF do Botafogo (Crédito: Ruano Carneiro/Alamy Live News)
O empresário John Textor, controlador da SAF do Botafogo, afirmou que irá pagar pessoalmente a dívida que resultou no transfer ban imposto pela Fifa ao clube. A punição, causada pelo não pagamento da transferência de Thiago Almada ao Atlanta United, impede o Alvinegro de registrar novos atletas.
Em entrevista à Botafogo TV, quinta-feira, no Estádio Nilton Santos, palco da estreia do Glorioso no Campeonato Brasileiro com goleada por 4 a 0 sobre o Cruzeiro, Textor explicou que a quitação depende apenas de trâmites internos com o clube associativo. No entanto, segundo ele, o valor será bancado com recursos próprios caso a aprovação demore mais do que o esperado. Portanto, a expectativa é que a sanção seja encerrada nos próximos dias, permitindo que o Botafogo regularize jogadores como Villalba, Ythallo, Riquelme e Wallace Davi.
Além disso, o dirigente ressaltou que resolver esse impasse é essencial para reforçar o elenco e manter o clube competitivo na temporada.
— Minha intenção era ter todas as aprovações internas agora. Eu queria anunciar que tínhamos terminado isso antes do jogo. Porque as coisas estão demorando com a Ares, eu disse ao clube associativo que vou fazer um investimento pessoal no valor que precisamos pagar ao Atlanta United para quitar o transfer ban. Acredito que teremos resolvido isso com o clube associativo porque preciso da aprovação deles. Acho que vou resolver isso em um ou dois dias. Vou bancar pessoalmente o pagamento ao Atlanta United para encerrar o transfer ban. Isso nos permite acrescentar jogadores que gostaríamos para a equipe — disse o empresário.
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Investidores prometem aporte de US$ 50 milhões no Botafogo
Outro ponto de destaque envolve um possível investimento de US$ 50 milhões no Botafogo. De acordo com Textor, dois grupos financeiros estão prontos para injetar recursos no projeto: a GDA Luma Capital e a Hutton Capital.
O empresário explicou que esses parceiros atuam tanto no mercado de crédito quanto em participações societárias. Dessa forma, parte do dinheiro seria destinada ao capital de giro da SAF, enquanto outra parcela serviria para assumir a dívida atualmente vinculada à Ares, antiga financiadora da Eagle Football.
Segundo Textor, o objetivo não é transformar esses fundos em credores do Botafogo, mas sim em coproprietários do projeto esportivo. Portanto, a ideia é fortalecer a estrutura financeira e, ao mesmo tempo, dar mais estabilidade ao clube no longo prazo.
Estrutura societária e conflito com o clube associativo
Textor também comentou os conflitos recentes com o clube associativo, que recorreu à Justiça por não compreender totalmente os termos do novo acordo financeiro. De acordo com ele, a estrutura foi desenhada para garantir segurança jurídica aos novos investidores e preservar o controle compartilhado da SAF.
No entanto, vazamentos e falhas de comunicação geraram desconfiança interna. Mesmo assim, o empresário garantiu que pretende esclarecer tudo diretamente ao juiz responsável pelo caso.
Enquanto isso, a Justiça do Rio de Janeiro proibiu temporariamente o Botafogo de vender jogadores. Mesmo assim, Textor vinha negociando as transferências de Danilo e Montoro ao Nottingham Forest, clube do mesmo grupo.
Segundo ele, essas tratativas já estavam avançadas, mas o bloqueio judicial interrompeu o processo. Ainda assim, Textor reforçou que todas as operações fazem parte de um plano maior para reorganizar o clube financeiramente.

