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Botafogo aposta em estratégia inovadora e envia nove jogadores antes para adaptação na altitude

Ideia é adaptar atletas para partida que será disputada na altitude de Potosí, que fica 4 mil metros acima do nível do mar

Por Luiz Gustavo Moreira em 13/02/2026 20:01 - Atualizado há 2 horas

Parte do elenco já está na Bolívia (Crédito: Andre Paes/Alamy)

O Botafogo definiu um planejamento especial para a estreia na Libertadores, contra o Nacional de Potosí, na Bolívia. Portanto, pensando nos desafios da altitude, o clube decidiu antecipar a viagem de parte do elenco para iniciar o processo de adaptação física e fisiológica com quase uma semana de antecedência.

A partida está marcada para quarta-feira, mas nove atletas já estão no país desde sexta (13), em uma estratégia que busca minimizar os impactos dos 4.000 metros acima do nível do mar em Potosí.

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Por que o Botafogo decidiu antecipar a viagem

A decisão do Botafogo surgiu após reuniões internas envolvendo a comissão técnica, o departamento médico e o setor de futebol. O dono da SAF, John Textor, também participou do processo e deu sinal verde ao projeto.

O clube optou por enviar atletas mais jovens e fisicamente mais resistentes, que, segundo estudos científicos, conseguem se adaptar melhor quando permanecem ao menos cinco dias em locais de altitude elevada. O objetivo é que esses jogadores possam atuar ou entrar ao longo da partida com menor risco de queda de rendimento.

Além disso, a análise ocorreu logo após o clássico contra o Fluminense, quando a comissão definiu quais atletas seguiriam antes para a Bolívia.

Lista de jogadores enviados antecipadamente

  • Christian Loor
  • Léo Linck
  • Gabriel Abdias
  • Kadu
  • Kauan Toledo
  • Kauã Cruz
  • Marquinhos
  • Bernardo Valim
  • Wallace Davi

Além deles, o técnico do sub-20, Rodrigo Bellão, integra a delegação.

O grupo desembarcou em Sucre, cidade localizada a cerca de 2.800 metros de altitude, considerada ideal para iniciar o processo de adaptação de forma progressiva.

Treinos e logística até o jogo

Durante os primeiros dias, os atletas seguem uma programação de treinos na própria Sucre, com atividades entre sexta e domingo. Na segunda-feira, o restante do elenco principal viaja para se juntar ao grupo.

A chegada a Potosí acontecerá apenas no dia da partida. O trajeto entre Sucre e Potosí, de cerca de 150 quilômetros, será feito por veículos 4×4 e dura aproximadamente três horas. Essa estratégia será realizada com o intuito de evitar que os principais jogadores fiquem expostos à altitude extrema por mais tempo do que o necessário.

Vantagem competitiva na Libertadores

Antes de mais nada, com esse planejamento, o Botafogo tenta transformar um dos maiores desafios da Libertadores — a altitude — em uma vantagem estratégica. Ao preparar parte do elenco com antecedência, o clube aumenta as opções táticas do treinador durante o jogo decisivo.

Além disso, a medida reduz riscos de desgaste físico, tonturas e queda de desempenho, comuns em jogos realizados em cidades como Potosí.

A aposta é clara: organização, ciência e logística a serviço do futebol para que o Botafogo possa estrear forte na principal competição da América do Sul.

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