CBF fecha contrato de R$ 400 milhões e amplia lista de patrocinadores para a Copa de 2026
Entidade encerra processo que durou 14 anos e garante contrato de R$ 400 milhões até 2031 às vésperas do Mundial
Camisa do Brasil. Foto Alamy
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está prestes a anunciar um novo patrocinador para a seleção brasileira em um momento estratégico do ciclo da Copa do Mundo FIFA 2026. Após o encerramento de uma disputa judicial que se arrastava há 14 anos, a entidade firmou acordo com a Sadia, que garantirá cerca de R$ 400 milhões até o início de 2031.
O contrato amplia a lista de parceiros comerciais da seleção justamente às vésperas do Mundial. Além disso, o acordo reforça a estratégia da CBF de recuperar receitas e fortalecer o caixa em um ciclo considerado decisivo para a entidade.
Processo judicial travava novo acordo comercial
O acerto só se tornou possível após o encerramento de uma longa disputa envolvendo a Marfrig, multinacional do setor alimentício que, anos atrás, estampava a marca Seara nos uniformes de treino e viagem da seleção brasileira.
O conflito começou em 2012, quando a empresa deixou de cumprir pagamentos previstos em contrato assinado com a CBF em 2010. Diante da inadimplência, a entidade levou o caso à Justiça, iniciando um processo que atravessou diferentes instâncias ao longo dos anos.
Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça decidiu a favor da CBF e determinou o pagamento integral das parcelas atrasadas, valor que na época girava em torno de R$ 72 milhões. Ainda assim, a disputa continuou, já que a empresa contestou a decisão judicial e prolongou as negociações. Somente nos últimos dias as partes chegaram a um entendimento definitivo.
Novo contrato fortalece planejamento financeiro
Com o impasse resolvido, a CBF avançou rapidamente nas tratativas para incluir a Sadia como nova patrocinadora da seleção. O acordo garante presença da marca não apenas no Mundial de 2026, mas também no ciclo seguinte, que culminará na Copa do Mundo FIFA 2030.
A edição de 2030 terá formato especial e será disputada em seis países. Argentina, Paraguai e Uruguai receberão jogos inaugurais, enquanto Espanha, Portugal e Marrocos sediarão a maior parte das partidas. Dessa forma, o contrato amplia a visibilidade internacional do parceiro comercial ao longo de dois ciclos consecutivos.
Internamente, o novo patrocínio representa uma peça importante na recomposição financeira da entidade. A direção trabalha com a meta de ampliar receitas comerciais e reduzir a dependência de fontes tradicionais, principalmente em anos de Copa do Mundo, quando a exposição global cresce significativamente.
Estratégia comercial mira novos acordos até a Copa
O acordo com a Sadia faz parte de um pacote mais amplo de negociações conduzidas pela CBF. A entidade já havia fechado parcerias com empresas como Uber, Volkswagen e iFood, reforçando a carteira de patrocinadores antes do torneio. Segundo o planejamento interno, a confederação ainda pretende anunciar ao menos mais dois contratos relevantes.

