Vinícius Jr. aponta favoritas para a Copa de 2026 e revela recado de Ancelotti
Atacante da seleção brasileira destaca Portugal, Espanha, França e Argentina como equipes que mais o impressionam e comenta bastidores da relação com Carlo Ancelotti
Vinicius Junior torce pelo acerto de Paquetá com o Flamengo (Credit: Mutsu Kawamori/AFLO/Alamy Live News)
A poucos meses do início da Copa do Mundo de 2026, o atacante Vinícius Júnior comentou o cenário internacional e compartilhou percepções sobre os principais candidatos ao título. Em entrevista ao canal do streamer espanhol Ibai, o jogador falou abertamente sobre adversários, ambiente na seleção brasileira e conversas frequentes com o técnico Carlo Ancelotti.
O momento do brasileiro também reforça o peso de suas opiniões. Após marcar dois gols em partida recente pelo Real Madrid, o atacante chega à reta final da temporada europeia em alta e como uma das referências técnicas da seleção. Assim, suas análises refletem não apenas expectativa pessoal, mas também a visão de quem vive o cotidiano das grandes competições.
As seleções que mais impressionam o atacante
Durante a entrevista, Vinícius Jr. apontou quatro seleções que considera especialmente fortes para a disputa mundial. De acordo com o jogador, a continuidade dos projetos esportivos tem sido determinante para o desempenho recente dessas equipes.
“Há algumas seleções muito boas. Mas me encantam Portugal, Espanha, França e Argentina. Acho que essas quatro têm um dos melhores times, jogam juntas há muito tempo e mudaram pouco desde o último Mundial”, afirmou.
O atacante explicou que a manutenção da base facilita o entrosamento e reduz oscilações em momentos decisivos. Para ele, seleções que preservam identidade tática costumam chegar mais preparadas aos grandes torneios. Além disso, destacou que a combinação entre juventude e experiência tem elevado o nível técnico dessas equipes.
Ao comentar especificamente a Espanha, o brasileiro ressaltou a evolução recente do elenco. “Espanha sempre vai muito bem. Tem jogadores jovens e experientes, muita qualidade. Foram muito bem na Eurocopa e chegam fortes novamente”, disse.
A influência de Ancelotti no ambiente da seleção
Outro ponto abordado foi a chegada de Carlo Ancelotti ao comando da seleção brasileira. Isso porque o treinador italiano assumiu o cargo após longa trajetória de sucesso na Europa e reencontrou Vinícius Jr., com quem construiu relação próxima no futebol espanhol.
Segundo o atacante, a principal mudança ocorreu no ambiente interno do grupo. Ele afirmou que o técnico trouxe tranquilidade e confiança em um momento de pressão por resultados.
“O Mister mudou um pouco como a torcida nos vê. Estamos jogando melhor desde que ele chegou, mais felizes e mais tranquilos. Ele passa exatamente a calma que precisamos”, explicou.
O jogador também destacou a capacidade de gestão do treinador e a forma como ele se comunica com o elenco. Isso poque para Vini, o relacionamento direto e humano fortalece o desempenho coletivo dentro de campo.
Conversas frequentes e confiança no título
Entre os bastidores revelados, chamou atenção a confiança demonstrada por Ancelotti em relação à campanha brasileira. Vinícius Jr. contou que o treinador costuma repetir a mesma frase sempre que conversa com ele.
“Ele sempre que me liga diz: ‘sabe que vamos ganhar o Mundial, não?’”, revelou o atacante, em tom descontraído.
O jogador ainda comentou a adaptação cultural do treinador ao Brasil. Segundo ele, o italiano rapidamente se aproximou dos atletas e da rotina da seleção, inclusive aprendendo português em pouco tempo. “Desde o primeiro dia ele já tentava falar português. A comissão inteira está se esforçando também”, afirmou.
Além da relação profissional, o atacante demonstrou carinho pessoal pelo técnico. “Ele poderia ser meu avô (risos). Nos trata muito bem e cria uma relação muito próxima com os jogadores”, acrescentou.
Expectativa brasileira para o Mundial
A seleção brasileira chega ao torneio cercada por expectativa após anos sem conquistar o título mundial. Vinícius Jr. destacou o impacto cultural da competição no país e a forma como o futebol mobiliza a população durante a Copa.
“No Brasil a Copa é diferente. O país praticamente para. Não tem escola, trabalho, nada. Todo mundo acompanha”, comentou.
O Brasil integra o Grupo C da competição e enfrentará Marrocos, Haiti e Escócia na primeira fase. A estreia está marcada para 13 de junho, em Nova Jersey. No entanto, antes disso, a equipe disputará amistosos contra França e Croácia, considerados testes importantes para ajustes finais.

