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Botafogo SAF rebate críticas e nega valor da dívida de gestão de John Textor

Clube contesta reportagens sobre gestão de Textor no Botafogo

Por Douglas Nunes em 25/03/2026 08:19 - Atualizado há 3 horas

Textor, dono da SAF do Botafogo (Crédito: Ruano Carneiro/Alamy Live News)

O Botafogo se manifestou oficialmente para rebater críticas recentes sobre sua situação financeira. Em nota divulgada, a SAF do clube contestou reportagens que apontavam uma dívida de cerca de R$ 3 bilhões e classificou a informação como incorreta.

Além disso, o clube buscou esclarecer diversos pontos envolvendo a gestão liderada por John Textor, reforçando que os números divulgados publicamente não refletem a realidade atual.

Botafogo contesta valor da dívida

De acordo com o comunicado, o valor divulgado não procede. O clube explicou que, antes da criação da SAF, ainda em 2021, registrava uma receita de aproximadamente R$ 118 milhões e uma dívida de R$ 1,2 bilhão, considerada crítica naquele momento.

No entanto, segundo a atual gestão, o cenário mudou. Hoje, o Botafogo afirma operar com um nível de endividamento mais controlado, equivalente a uma ou duas vezes a sua receita anual.

Além disso, o clube informou que o valor atualizado da dívida ainda será detalhado no próximo balanço financeiro. Ainda assim, a estimativa interna indica que o montante real deve representar cerca de metade do que foi divulgado. Em publicações recentes, as informações indicavam uma dívida de R$ 3 bilhões.

Dívida está ligada a investimentos no elenco

Outro ponto destacado pela SAF envolve a composição da dívida. Segundo o clube, grande parte do passivo atual está relacionada a investimentos em contratações de jogadores.

Dessa forma, o Botafogo diferencia esse tipo de obrigação financeira do passivo antigo herdado do clube social. Isso porque os valores atuais estariam vinculados a ativos esportivos, que podem gerar retorno técnico e financeiro no futuro.

Valorização do elenco reforça discurso

Além disso, o clube ressaltou a valorização significativa do elenco desde a implementação da SAF. Em 2022, quando o novo modelo assumiu, o grupo de jogadores tinha baixo valor de mercado.

Atualmente, porém, a estimativa interna aponta que o elenco profissional, somado às categorias de base, ultrapassa R$ 1,2 bilhão em valuation.

Ao mesmo tempo, o Botafogo afirmou ter reduzido cerca de R$ 600 milhões do passivo herdado da gestão anterior, reforçando o discurso de evolução financeira.

Clube garante cumprimento de regras financeiras

O clube também destacou que segue respeitando os limites estabelecidos no acordo de acionistas. Segundo a nota, os dados financeiros são apresentados regularmente aos investidores, incluindo a Eagle Football e o clube associativo.

Dessa maneira, o Botafogo garante que não houve questionamentos internos sobre o cumprimento das metas financeiras.

SAF esclarece outros pontos da gestão

Além das questões financeiras, o Botafogo também respondeu a outras críticas recentes. O clube afirmou que John Textor não ampliou poderes de forma irregular, mas apenas assumiu maior controle após a saída do CEO Thairo Arruda.

Sobre operações internacionais, a SAF explicou que a adoção da legislação suíça ocorreu por exigência de credores e por segurança jurídica, já que a FIFA tem sede no país.

Por fim, o clube negou ter concedido procuração à empresa GDA Luma. Segundo a nota, houve apenas o reconhecimento de garantias contratuais, prática considerada comum em operações financeiras.

Botafogo tenta conter repercussão negativa

Com o posicionamento, o Botafogo tenta conter a repercussão negativa e reforçar a transparência da sua gestão no modelo SAF.

Assim, o clube busca demonstrar que, apesar das críticas, mantém controle sobre suas finanças e segue um planejamento voltado à sustentabilidade e ao crescimento esportivo.

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