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Botafogo admite ‘estado pré-falimentar’ e revela risco de não pagar salários

SAF do Botafogo reconhece estado pré-falimentar, corre para buscar recursos e tenta evitar atraso nos salários de jogadores e funcionários.

Por Douglas Nunes em 28/04/2026 07:57 - Atualizado há 2 horas

John Textor solta o verbo e admite saída do Botafogo (Credit: Celso Pupo/FotoArena/Alamy Live News)

A SAF do Botafogo assumiu oficialmente a gravidade da crise financeira do clube. Em documentos enviados à Justiça do Rio de Janeiro e ao Tribunal Arbitral nesta segunda-feira (27), o clube declarou viver um “inegável estado pré-falimentar” e confirmou que não tem dinheiro em caixa para pagar salários de jogadores e funcionários no início de maio.

A diretoria corre contra o tempo para evitar um colapso administrativo. Nos bastidores, o clube tenta fechar empréstimos bancários e acelerar a venda de um jogador para levantar recursos imediatos.

Botafogo corre para garantir o pagamento dos salários

A SAF do Botafogo informou à Justiça que precisa de uma decisão urgente para destravar negociações e captar dinheiro.

Os salários de jogadores e funcionários vencem na próxima segunda-feira, dia 4 de maio. Com o feriado do Dia do Trabalho na sexta-feira (1), o prazo para encontrar uma solução ficou ainda mais curto.

No documento, os advogados do clube reforçaram a urgência do caso: “É preciso agir e rápido – somente há uma semana para obter novos recursos para pagar salários.”

Sendo assim, a diretoria pediu que a Justiça analise o caso em caráter emergencial, sem esperar o prazo legal para manifestação da Eagle Football Holdings.

Botafogo tenta vender jogador para fazer caixa

Além de buscar empréstimos bancários, o Botafogo negocia a venda de um atleta para gerar receita imediata.

O clube não revelou oficialmente o nome do jogador, mas um dos nomes mais cotados é o zagueiro Alexander Barboza, que tem negociações avançadas com o Palmeiras. A venda pode aliviar momentaneamente o caixa e ajudar no pagamento da folha salarial.

Instabilidade política trava negociações no clube

A SAF do Botafogo apontou a crise política como um dos principais entraves para conseguir novos recursos.

Segundo o documento enviado à Justiça, investidores, bancos e possíveis compradores evitam fechar acordos enquanto a gestão do clube segue indefinida.

Os advogados afirmaram: “Ninguém quer aportar dinheiro, emprestar qualquer valor ou negociar jogadores, dada a inércia dos acionistas, sem saber quem representa ou vai representar a SAF Botafogo.” A diretoria ainda declarou que a gestão está “engessada”.

John Textor segue afastado da SAF do Botafogo

O empresário John Textor segue afastado do comando da SAF desde o último dia 23 de abril. O Tribunal Arbitral da Fundação Getulio Vargas determinou a saída imediata após pedido da Eagle Bidco, sócia majoritária da empresa.

A decisão ocorreu depois que Textor conduziu o pedido de recuperação judicial sem autorização dos demais sócios.

Agora, a SAF quer suspender os direitos da Eagle Bidco sobre decisões futuras e pede a nomeação de Durcésio Mello como gestor do clube-empresa.

Recuperação judicial tenta evitar colapso financeiro

O pedido de recuperação judicial busca reorganizar a dívida do Botafogo e impedir bloqueios financeiros. Atualmente, o passivo do clube gira em torno de R$ 2,5 bilhões. Com a medida, a SAF tenta ganhar tempo para renegociar débitos e evitar penhoras.

Enquanto o elenco segue focado em campo, os bastidores vivem uma corrida contra o relógio. O Botafogo precisa encontrar recursos rapidamente para evitar atrasos salariais e impedir que a crise financeira se transforme em um problema ainda maior.

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