Renato Gaúcho critica erros de colombianos e cobra atenção após derrota do Vasco: “Eles têm muitos erros”
Técnico aponta falhas recorrentes, fala sobre adaptação de estrangeiros e reforça prioridade no Brasileirão após revés no clássico
Hinestroza no Vasco. Foto Marcello Dias/Eurasia Sport Images/Alamy
A derrota por 2 a 1 no clássico aumentou a pressão sobre o Vasco da Gama no Campeonato Brasileiro. Após o revés diante do Botafogo, o técnico Renato Gaúcho analisou o desempenho da equipe de forma direta. Em coletiva, ele destacou falhas técnicas, cobrou mais atenção e comentou a adaptação de jogadores estrangeiros.
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Técnico critica tomada de decisão e adaptação dos colombianos
Ao falar sobre a atuação de Marino Hinestroza, Renato ampliou a análise para outros atletas do elenco. Segundo ele, há dificuldades claras na tomada de decisão, especialmente em jogadas próximas da área adversária.
“O que mais falo, até por eu ter sido atacante, é para terem tranquilidade para tomar decisão, porque o desespero dentro ou próximo da área é sempre do adversário. Temos quatro colombianos no grupo. Eu procuro corrigir. Eles têm muitos erros. É meu trabalho, mas é falta de tempo, não é da noite para o dia que vou corrigir os caras 100%”, afirmou.
Na sequência, o treinador destacou que a adaptação ao futebol brasileiro é um fator determinante para esse cenário. Ele ressaltou diferenças táticas e a necessidade de tempo para evolução.
“Quando eu estava no Grêmio ou outros clubes, quando me ofereciam jogadores colombianos ou equatorianos, que eu gosto deles, eu só dava aval para trazer no momento em que estavam adaptados ao futebol brasileiro. Eles precisam de muito tempo para se adaptar ao futebol brasileiro. Futebol brasileiro com colombiano tem diferença grande, principalmente taticamente. Isso leva tempo”, explicou.
Renato ainda reforçou que o calendário apertado dificulta correções mais profundas no dia a dia.
“É difícil jogar a cada três dias e corrigir tudo dos jogadores. Muitas vezes tomam decisão errada porque jogam dessa forma na Colômbia e no Equador, e no Brasil eles têm esses problemas. Eu procuro corrigir, mas é adaptação, não da noite por dia. Infelizmente enquanto isso vão cometer esses erros, por mais que a gente corrija”, completou.
Erros “infantis” voltam a custar pontos
Apesar das explicações, Renato não poupou críticas ao desempenho coletivo. Ele apontou falhas básicas como decisivas para a derrota no clássico.
“Os pequenos detalhes fazem estragos enormes, e fizeram hoje de novo. Fizemos o mais difícil, saímos na frente, estávamos bem na partida, e por erros nossos, até infantis, já falei para eles de novo no vestiário, que procuro corrigir no vídeo”, disse.
Além disso, o treinador reforçou a importância da concentração durante toda a partida e lamentou a repetição dos mesmos erros.
“O futebol é atenção nos 90 minutos, precisa estar ligado o tempo todo, não importa o adversário e o jogo. Falei para eles que deixamos escapar no mínimo um ponto hoje. Mas nós estávamos na frente. Três hoje, dois contra o Coritiba, por falta de atenção. São erros que tenho conversado bastante e mostrado que não podem ser cometidos, porque a conta chega”, completou.
Brasileirão é tratado como prioridade
Mesmo com o calendário cheio, incluindo a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana, Renato deixou claro qual é o foco do clube na temporada.
“A Sul-Americana é disputada o ano todo. Precisa jogar na altitude, times fortíssimos, desgastes de viagens longas. É pedreira, para lá em dezembro ver se você é campeão para ganhar vaga para a Libertadores”, afirmou.
Na sequência, ele reforçou que o Campeonato Brasileiro exige atenção total.
“E nesse meio tem o Campeonato Brasileiro, que não dá para deixar de lado. A prioridade do Vasco é o Campeonato Brasileiro”, declarou.
Além disso, o treinador destacou que a Copa do Brasil aparece como uma alternativa mais curta para objetivos maiores.
“E ainda tem a Copa do Brasil, que estamos entre os 32, e neste ano são duas vagas para a Libertadores. O caminho bem mais curto, menos desgastante”, explicou.
Planejamento, evolução e cobrança interna
Por fim, Renato avaliou o momento da equipe e pediu evolução contínua, apesar das limitações do calendário. Ele reconheceu oscilações, mas destacou a recuperação recente.
“Antes de jogo, ninguém acreditaria que o Vasco faria, sob meu comando, 11 pontos em 15. Hoje são 11 pontos em 18”, disse.
Mesmo assim, reforçou que ainda há muito a corrigir, especialmente na concentração.
“Temos de corrigir ainda a falta de atenção. Sempre que desligamos, tomamos gol”, concluiu.
O Vasco segue no meio da tabela e tenta transformar o momento instável em reação. Para isso, precisará reduzir erros, acelerar adaptações e responder rapidamente dentro de campo.

