Home Futebol Abel Ferreira rebate críticas e desafia imprensa: “Digam quem é mais consistente que o Palmeiras”

Abel Ferreira rebate críticas e desafia imprensa: “Digam quem é mais consistente que o Palmeiras”

Técnico questiona análises sobre desempenho do time, cita calendário apertado e reforça confiança no trabalho após vitória na Libertadores

Por Douglas Nunes em 06/05/2026 06:50 - Atualizado há 1 hora

Técnico reclamou do calendário brasileiro (Crédito: Yuri Murakami/FotoArena/Alamy Live News)

O técnico Abel Ferreira adotou um tom firme ao comentar as críticas ao desempenho do Palmeiras após a vitória sobre o Sporting Cristal pela Copa Libertadores da América. Durante a coletiva, o treinador não apenas respondeu à pergunta, como também inverteu a lógica do debate e desafiou a imprensa a apontar um time mais consistente no futebol brasileiro atual.

Logo de início, Abel foi direto ao questionamento: “Gostaria que me dissesse qual equipe joga bem e de forma consistente no Brasil com esse calendário que nós temos”. Em seguida, ele ampliou o argumento e citou rivais nacionais, como forma de reforçar sua linha de raciocínio. “O São Paulo? O Corinthians? O Santos? O Cruzeiro? O Flamengo? Ou nós olhamos para o momento? Eu não faço avaliações pelo momento”, afirmou.

Além disso, o treinador trouxe para a discussão uma fala recente de Luis Enrique, ao tratar da multiplicidade de opiniões no futebol. “Há muitas opiniões. O que nós vamos continuar fazendo é falar de consistência, de trabalho e contexto”, disse. Na sequência, utilizou uma metáfora para ilustrar sua crítica: “Nós não podemos criar frangos e querer comer picanha”.

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Abel critica calendário e aponta impacto nas lesões

Na continuidade da entrevista, Abel Ferreira ampliou o debate e direcionou suas críticas ao calendário do futebol brasileiro. Segundo ele, o excesso de jogos tem impacto direto no desempenho e na saúde dos atletas, algo que, em sua visão, ainda não recebe a devida atenção.

“Será que alguém se perguntou por que teve tantas lesões nos últimos meses? Será que estamos protegendo o verdadeiro protagonista, que são os jogadores?”, questionou. Em seguida, ele foi ainda mais incisivo ao abordar o tema: “Será que essa quantidade de lesões não é pelo abuso e exploração da quantidade de jogos?”.

O treinador também destacou o desgaste físico e mental enfrentado pelos atletas, especialmente em um calendário tão apertado. “Não é só físico. É mental também. Pressão para ganhar, viagens constantes… tudo isso pesa”, explicou. Nesse contexto, voltou a defender uma mudança estrutural na organização das competições.

Além disso, Abel revelou que o clube tentou ajustar datas recentemente, mas não teve sucesso. “Pedimos para antecipar jogos e foi negado. Estamos com blocos de partidas a cada dois dias. Isso tem impacto direto no rendimento”, afirmou.

Técnico defende consistência do Palmeiras e valoriza elenco

Apesar das críticas, Abel Ferreira fez questão de defender o desempenho do Palmeiras e destacar a regularidade da equipe nos últimos anos. Para ele, o time mantém um padrão competitivo, mesmo diante das adversidades.

“Nossa equipe é consistente, sim. Foi a 13 finais. É competitiva e entrega tudo o que tem a todo momento”, afirmou. Em seguida, reforçou que o torcedor reconhece esse trabalho, independentemente das opiniões externas. “O que eu quero ver é o estádio cheio, com o torcedor apoiando, como foi contra o Santos”.

Além disso, o treinador valorizou o espírito coletivo do elenco e a postura do clube fora de campo. “Aqui é um grupo solidário. Não pensa no umbigo, pensa no que é melhor para o futebol brasileiro”, disse. Nesse sentido, ele também cobrou mais equilíbrio nas análises e condições iguais entre os times.

Por fim, Abel sintetizou sua visão sobre o desempenho da equipe de forma objetiva. “O Palmeiras não é excelente em uma coisa só, mas é competente em todas”, concluiu, ao dividir o jogo em aspectos como organização ofensiva, defensiva e transições.

Enquanto isso, dentro de campo, o time segue respondendo. A vitória fora de casa reforça a liderança no grupo e, ao mesmo tempo, sustenta o discurso de um treinador que insiste em olhar além do resultado imediato.

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