Home Futebol STJD suspende Carrascal e absolve Paulinho por polêmicas em Flamengo x Palmeiras

STJD suspende Carrascal e absolve Paulinho por polêmicas em Flamengo x Palmeiras

Meia do Flamengo pegou três jogos de suspensão por conta da entrada violenta

Por Douglas Nunes em 28/05/2026 14:40 - Atualizado há 2 horas

Meia foi expulso aos 20 minutos do primeiro tempo contra o Palmeiras (Crédito: Brazil Photo Press/Alamy Live News)

O STJD definiu nesta quinta-feira as punições envolvendo os desdobramentos da vitória do Palmeiras sobre o Flamengo, por 3 a 0, no Maracanã. O meia Carrascal recebeu suspensão de três partidas, enquanto o técnico Leonardo Jardim foi absolvido pelo tribunal. O julgamento também terminou com multas ao Flamengo e absolvição do atacante Paulinho, do Palmeiras.

A sessão analisou expulsões, declarações em entrevistas coletivas, provocações durante comemorações e objetos arremessados no gramado. O Flamengo ainda anunciou que recorrerá da punição aplicada ao meia colombiano.

Carrascal recebe três jogos de suspensão

Carrascal foi julgado após a expulsão no segundo tempo da partida contra o Palmeiras. O jogador acertou o rosto do zagueiro Murilo e respondeu no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, relacionado à prática de jogada violenta.

A defesa rubro-negra pediu absolvição ou pena mínima de um jogo. Os advogados alegaram que o lance foi acidental e destacaram punições recentes consideradas mais brandas em situações semelhantes.

O relator Gustavo Vaughn afirmou que não identificou intenção de agressão por parte do atleta. Ainda assim, considerou o lance imprudente e levou em conta o histórico recente de expulsões do jogador. Inicialmente, ele sugeriu suspensão de duas partidas, mas os demais auditores ampliaram a pena para três jogos.

Sendo assim, Carrascal desfalcará o Flamengo contra Coritiba, Chapecoense e São Paulo. O colombiano também sofreu uma punição do clube.

Leonardo Jardim escapa de punição

O técnico Leonardo Jardim respondeu no tribunal pelas declarações feitas após a derrota no Maracanã. A procuradoria entendeu que o treinador desrespeitou a arbitragem ao afirmar que “é muito fácil dar cartões vermelhos ao Flamengo” e ao dizer que o árbitro “apita sempre para a mesma cor”.

Durante o julgamento, o advogado João Marcello Costa explicou que o treinador não participou presencialmente porque comandava um treinamento do Flamengo. Em vídeo enviado ao tribunal, Leonardo Jardim afirmou que utilizou ironia ao responder declarações anteriores do Palmeiras antes do confronto.

A defesa convenceu os auditores, que decidiram pela absolvição unânime do treinador português.

Flamengo recebe multas e massagista é suspenso

Além do caso envolvendo Carrascal, o Flamengo também recebeu multas por objetos arremessados no campo e pela confusão registrada após o gol marcado por Paulinho. Sendo assim, as punições financeiras somadas chegaram a R$ 45 mil.

O massagista Fernando Munhoz foi suspenso por 30 dias e recebeu multa de R$ 15 mil. Segundo a procuradoria, ele teria ameaçado a equipe de arbitragem durante o intervalo da partida.

Munhoz negou ter feito ameaças de morte ao árbitro e afirmou que apenas comentou sobre a pressão da torcida no estádio. O argumento, porém, não foi aceito pelos auditores.

Paulinho se justifica

O atacante Paulinho acabou absolvido por unanimidade. Isso porque o jogador do Palmeiras havia sido denunciado por suposta provocação à torcida do Flamengo durante a comemoração do terceiro gol da partida.

A procuradoria enquadrou o lance no artigo 258-A do CBJD, que trata sobre provocar o público durante eventos esportivos. Em vídeo enviado ao tribunal, Paulinho explicou que o gesto fazia referência à união entre torcidas de clubes pelos quais atuou na carreira.

O atacante afirmou que não teve intenção de provocar os flamenguistas e destacou que comemorou o gol por voltar a marcar após longo período afastado. O relator Gustavo Vaughn votou pela absolvição, acompanhado pelos demais integrantes da comissão.

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, também comentou o caso e saiu em defesa do atacante. Segundo ela, a comemoração não ultrapassou limites e faz parte do ambiente competitivo do futebol.

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