Home Futebol Ancelotti muda escalação da Seleção e indica Brasil mais físico para estreia na Copa

Ancelotti muda escalação da Seleção e indica Brasil mais físico para estreia na Copa

Treinador testa novas peças após lesão de Wesley e prepara equipe com mais força pelos lados

Por Douglas Nunes em 10/06/2026 12:35 - Atualizado há 2 horas

Ancelotti com o treino da Seleção Brasileira. Foto: Heuler Andrey/DiaEsportivo/Alamy Live News

Faltam apenas três dias para a estreia do Brasil na Copa do Mundo, mas Carlo Ancelotti já começa a revelar parte de suas ideias para o confronto contra o Marrocos. Os treinamentos desta semana mostraram uma equipe diferente daquela imaginada quando Wesley ainda fazia parte do elenco.

As atividades realizadas em Nova Jersey indicam que o treinador italiano pretende reforçar o meio-campo e aumentar a consistência defensiva pelos lados do campo. Por isso, Ibañez, Douglas Santos e Lucas Paquetá aparecem cada vez mais próximos de uma vaga entre os titulares.

A lesão de Wesley mudou os planos

A saída de Wesley obrigou Ancelotti a rever parte da estrutura construída nos primeiros dias de preparação.

O lateral era uma das principais válvulas ofensivas da equipe. Quando o Brasil atacava, ele frequentemente avançava como um ponta e criava situações de superioridade numérica pelo lado direito.

Sem essa característica disponível, a comissão técnica passou a buscar alternativas para manter o equilíbrio da equipe. Nesse cenário, Ibañez ganhou força.

Nos treinamentos mais recentes, o defensor foi utilizado na lateral direita e participou de atividades específicas voltadas para cruzamentos e construção ofensiva. Além disso, apareceu ao lado de Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos em exercícios que serviram como esboço da provável linha defensiva para a estreia.

Marrocos influencia escolhas de Ancelotti

As mudanças não acontecem apenas por causa da ausência de Wesley. Isso porque o próprio perfil do adversário ajuda a explicar as decisões do treinador.

Marrocos construiu sua força nos últimos anos a partir de um jogo intenso pelos corredores laterais. Boa parte das ações ofensivas passa pelos pés de Achraf Hakimi e Brahim Díaz, dois jogadores que combinam velocidade, técnica e capacidade de atacar espaços.

Diante desse cenário, Ancelotti parece priorizar atletas mais preparados para enfrentar duelos físicos e ajudar na recomposição.

Por isso, Douglas Santos surge como favorito na lateral esquerda. O jogador oferece maior segurança defensiva e pode ser uma peça importante para limitar os avanços marroquinos pelo setor.

Matheus Cunha ganha importância sem a bola

A tendência de manter Matheus Cunha entre os titulares também está ligada à estratégia para enfrentar o adversário.

Embora seja atacante, o jogador se destaca pela disposição para recompor e ajudar defensivamente. Essa característica pesa em jogos de alto nível, especialmente contra equipes que exploram os lados do campo com frequência.

Por isso, sua presença pode ser tão importante sem a bola quanto nas ações ofensivas. A comissão técnica entende que controlar os corredores será uma das chaves para a estreia brasileira.

Paquetá reforça um meio-campo mais forte

Outra mudança observada nos treinamentos envolve Lucas Paquetá. O meia participou normalmente das atividades e ganhou espaço nas formações testadas por Ancelotti. Caso seja confirmado entre os titulares, o Brasil passará a atuar com três jogadores de forte presença no setor central.

Casemiro continuará responsável pela proteção da defesa. Bruno Guimarães seguirá como principal articulador entre defesa e ataque. Já Paquetá acrescenta criatividade, circulação de bola e capacidade de pressionar a saída adversária.

Além disso, a mudança permite que a Seleção tenha mais controle da posse e consiga administrar melhor os momentos da partida.

Brasil busca equilíbrio para começar a Copa

As pistas deixadas pelos treinamentos apontam para um Brasil menos dependente das jogadas pelos lados e mais concentrado no controle do meio-campo.

Não se trata apenas de substituir Wesley. Na prática, Ancelotti parece adaptar o modelo de jogo às características dos jogadores disponíveis e às exigências do confronto contra o Marrocos.

Se os testes forem confirmados, a Seleção deve iniciar a Copa com Alisson; Ibañez, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vini Jr.

Mais do que uma simples troca de peças, a formação indica a tentativa de encontrar equilíbrio entre criatividade, intensidade e segurança defensiva. E esse equilíbrio pode ser decisivo logo no primeiro desafio brasileiro em busca do hexacampeonato.

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