Ancelotti prepara Seleção mais ofensiva para enfrentar o Haiti na Copa do Mundo
Testes nos treinamentos indicam retorno ao esquema mais ofensivo utilizado durante seu trabalho no Brasil
Ancelotti com o treino da Seleção Brasileira. Foto: Heuler Andrey/DiaEsportivo/Alamy Live News
A Seleção Brasileira deve apresentar mudanças importantes para o confronto contra o Haiti, nesta sexta-feira, pela segunda rodada da Copa do Mundo de 2026. Depois do empate por 1 a 1 com Marrocos na estreia, Carlo Ancelotti intensificou os ajustes nos treinamentos realizados em Nova Jersey e sinalizou uma possível alteração no sistema tático da equipe.
Embora mantenha o costumeiro mistério sobre a escalação, o treinador italiano deu indícios de que pretende resgatar o 4-2-4, esquema que marcou grande parte de seu trabalho à frente da Seleção e que pode ser uma alternativa para aumentar a agressividade ofensiva.
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Retorno ao 4-2-4 pode mudar dinâmica ofensiva da equipe
Os treinamentos realizados nos últimos dias indicaram uma preocupação clara da comissão técnica com a dificuldade encontrada pela Seleção para criar oportunidades contra Marrocos.
Durante as atividades, Ancelotti testou diferentes formações, mas repetiu com frequência a estrutura com quatro jogadores mais avançados, modelo que oferece maior amplitude pelos lados do campo e aumenta a presença na área adversária.
A avaliação interna é que a equipe controlou a posse na estreia, mas encontrou dificuldades para transformar esse domínio em chances concretas de finalização.
Por isso, a tendência é que o treinador procure uma postura mais agressiva diante do Haiti.
Danilo e Luiz Henrique aparecem como principais novidades
Entre as mudanças observadas nos treinamentos, duas ganharam força. Danilo treinou entre os titulares e pode assumir a vaga de Ibañez. Já Luiz Henrique apareceu na equipe principal em algumas atividades e surge como candidato a ocupar o espaço que foi de Lucas Paquetá na estreia.
As movimentações reforçam a ideia de um time mais vertical e com maior capacidade de atacar pelos lados.
Apesar dos testes, Ancelotti ainda não revelou aos jogadores qual será a formação definitiva para a partida.
A estratégia de manter a concorrência aberta até os últimos treinamentos tem sido uma marca do treinador desde que assumiu o comando da Seleção.
Casemiro e Fabinho disputam posição no meio-campo
Outra dúvida importante está na proteção ao setor defensivo. Fabinho trabalhou ao lado de Bruno Guimarães em parte das atividades e aparece como alternativa para começar jogando contra o Haiti.
Do outro lado da disputa está Casemiro, um dos atletas mais utilizados por Ancelotti desde o início do trabalho. O volante iniciou como titular em 12 dos 13 jogos sob o comando do italiano e foi substituído ainda no intervalo diante de Marrocos por estar pendurado com cartão amarelo.
A decisão final deve levar em consideração tanto questões táticas quanto o perfil do adversário.
Situação física de Raphinha e Gabriel Magalhães exige atenção
Embora a expectativa seja de manutenção da base titular, a comissão técnica acompanha de perto a condição física de alguns jogadores.
Gabriel Magalhães segue sendo monitorado devido a um desgaste no músculo adutor da coxa esquerda. O objetivo é evitar que o incômodo evolua para uma lesão mais séria durante a competição.
Já Raphinha continua realizando um trabalho específico para tratar bolhas nos pés surgidas após a partida contra Marrocos.
Nos treinamentos mais recentes, ambos participaram das atividades com controle de carga. Apesar da cautela, a tendência é que os dois estejam disponíveis para enfrentar o Haiti.
Disputa no ataque segue aberta entre Igor Thiago e Matheus Cunha
O setor ofensivo continua sendo uma das principais áreas de observação da comissão técnica. Igor Thiago voltou a treinar entre os titulares e aparece, neste momento, como favorito para iniciar a partida.
No entanto, Matheus Cunha permanece na disputa e ainda não está descartado da equipe principal. A escolha terá impacto direto na forma como o Brasil pretende atacar.
Enquanto Igor oferece maior presença física dentro da área, Cunha entrega mais mobilidade e participação na construção das jogadas.
A definição deve acontecer apenas na véspera da partida.
Neymar evolui, mas retorno ainda exige cautela
Outra notícia positiva para a Seleção veio dos treinamentos desta semana. Após um mês afastado por uma lesão na panturrilha direita, Neymar voltou a trabalhar com bola ao lado dos companheiros e avançou mais uma etapa em sua recuperação.
Apesar da evolução, a comissão técnica segue adotando cautela. A prioridade continua sendo garantir que o camisa 10 esteja totalmente recuperado antes de retornar às partidas oficiais.
Por isso, a presença contra o Haiti segue sendo considerada improvável.
Internamente, o planejamento mais otimista aponta para um retorno na terceira rodada da fase de grupos ou até mesmo no início do mata-mata.
Brasil busca evolução após estreia abaixo das expectativas
O empate contra Marrocos aumentou a pressão sobre a equipe e transformou o duelo com o Haiti em um teste importante para o trabalho de Carlo Ancelotti.
Além da necessidade de conquistar os três pontos, a Seleção busca apresentar uma atuação mais convincente e demonstrar evolução coletiva.
Agora, resta saber se as mudanças táticas serão suficientes para transformar o domínio de posse em um futebol mais agressivo e eficiente.
A resposta virá nesta sexta-feira, quando o Brasil entrar em campo na Filadélfia precisando vencer para ganhar tranquilidade na caminhada rumo às fases decisivas da Copa do Mundo.

