Estudo mostra reação das redes sociais à convocação de Ancelotti; confira
Volume de menções explodiu, e torcida está dividida quanto ao sucesso da Seleção na Copa
A convocação de Carlo Ancelotti reverberou nas redes sociais (Foto: © Leonardo Antonio/TheNEWS2 via ZUMA Press Wire)
A expectativa dos brasileiros para a Copa do Mundo começou o ano marcada por nostalgia, encontros e preparação para viver o torneio coletivamente. Mas a convocação feita por Carlo Ancelotti alterou o eixo emocional da conversa nas redes sociais e transformou a Seleção no principal centro de tensão, polarização e expectativa em torno da competição. É o que mostra um monitoramento contínuo realizado pela Orbit Data Science sobre o comportamento digital dos brasileiros em relação à Copa de 2026.
No primeiro levantamento realizado pela empresa, analisando o período de 1º de janeiro a 31 de março, a Copa aparecia predominantemente ligada à experiência social do torneio (32% de todas as conversas). Naquele momento, o clima predominante era marcado por nostalgia e ritual coletivo.
No entanto, o cenário das conversas muda de forma significativa após a convocação de Ancelotti. Segundo a Orbit, o volume de menções relacionadas à Copa saltou de 14 mil para 130 mil posts, enquanto a Seleção passou a representar 50% de todas as conversas monitoradas. O futebol voltou ao centro da discussão e deslocou parte da atenção antes concentrada na experiência social da Copa para temas ligados a desempenho, escolhas técnicas, identidade da Seleção e expectativa esportiva.
Contudo, a nova fase da conversa é marcada por forte polarização. O levantamento mostra que 50% das menções aprovam a convocação feita por Ancelotti, enquanto os outros 50% demonstram rejeição, desconfiança ou frustração. Neymar também aparece como símbolo dessa divisão: 51% das conversas sobre o jogador têm tom positivo, enquanto 49% apresentam críticas ou resistência à sua presença na equipe.
O Brasil unido na esperança do hexa
Apesar do ambiente ainda marcado por ceticismo e polarização, a semana da convocação registrou aumento da confiança no hexa. Isso porque 54% das apostas de resultado foram positivas para o Brasil, ante 41% no período anterior. Ademais, o impacto aparece ainda no comportamento de consumo ligado ao torneio. As menções associadas a compras, produtos e preparação para assistir aos jogos cresceram de 4% para cerca de 11% das conversas analisadas. Entre os itens mais citados estão vestuário (incluindo principalmente itens não oficiais) e o álbum da copa do mundo. Além disso, também se falou sobre alimentos, bebidas, camisetas, televisores e produtos ligados à experiência coletiva de acompanhar os jogos.
O primeiro estudo identificou quatro grandes perfis de comportamento: 38% das conversas estavam concentradas no “Torcedor Comentarista”, mais interessado em análise e debate esportivo; 26% no “Fã da Festa”, perfil associado a encontros, celebrações e socialização; 20% no “Torcedor de Ocasião” que parece um perfil intermediário dos dois primeiros, estando em todas as discussões de maneira menos dedicada; e 16% entre “Desinteressados ou Críticos”.
Por fim, na semana da convocação, os fãs da festa passaram a representar apenas 16% do público. Sendo assim, perderam espaço para o Torcedor comentarista (42%) e os Torcedores de ocasião (16%). Para Caio Simi, CEO da Orbit Data Science, o aspecto mais interessante do monitoramento é a velocidade com que o humor da Copa se transforma nas redes.
“Nas primeiras análises, a conversa estava muito mais ligada a encontro, nostalgia e expectativa social. Com a convocação, o futebol voltou ao centro da discussão e trouxe junto tensão, polarização e esperança. Isso mostra como a relação emocional do brasileiro com a Copa é extremamente dinâmica”, afirmou Simi.

