Irã acusa EUA de cancelar ingressos da Copa do Mundo e frustrar planos de torcedores
Federação iraniana afirma que cota dos fãs da seleção foi retirada poucos dias antes do início do torneio
Trump e Infantino estão bem próximos (Crédito: Suzanne Plunkett/PA Images/Alamy Live News)
A Federação de Futebol do Irã (FFIRI) denunciou nesta terça-feira (9) uma medida que pode afetar diretamente a presença de seus torcedores na Copa do Mundo. Segundo a entidade, os Estados Unidos retiraram a cota oficial de ingressos da Copa para torcedores do Irã, inviabilizando a distribuição das entradas destinadas aos fãs da seleção.
A decisão ocorre poucos dias antes do início do torneio e amplia as tensões envolvendo a participação iraniana na competição, que será disputada em meio ao conflito entre Teerã e Washington.
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Federação afirma que torcedores foram prejudicados
De acordo com a FFIRI, muitos torcedores já haviam organizado viagens e feito investimentos para acompanhar a seleção durante a Copa do Mundo. Por isso, a entidade criticou duramente a retirada dos ingressos.
– Isso acontece apesar do fato de que muitos torcedores iranianos, confiando no processo oficialmente anunciado, já haviam feito os planos necessários para comparecer aos jogos – afirmou a federação em comunicado.
Além disso, a entidade destacou que a cota destinada ao país correspondia a 8% dos ingressos reservados aos torcedores de cada seleção participante. Com a medida, a federação afirma estar impossibilitada de distribuir entradas aos seus fãs.
EUA e Fifa ainda não comentaram o caso
Até a última atualização do caso, nem o governo dos Estados Unidos nem a Fifa haviam se pronunciado oficialmente sobre a denúncia feita pela entidade iraniana.
Enquanto isso, cresce a incerteza entre os torcedores que planejavam acompanhar a equipe durante o torneio. A situação também gera preocupação porque acontece poucos dias após outras restrições envolvendo a delegação iraniana.
Seleção do Irã terá logística especial durante a Copa
Mesmo com as dificuldades diplomáticas, os jogadores da seleção receberam autorização para entrar nos Estados Unidos para disputar as partidas do Mundial. No entanto, o visto concedido aos atletas possui limitações importantes.
Segundo informações divulgadas pelo embaixador iraniano no México, os jogadores poderão ingressar em território estadunidense apenas para treinamentos e jogos oficiais.
Dessa forma, a delegação não está autorizada a permanecer nos Estados Unidos entre os compromissos da competição.
Delegação ficará baseada no México
Inicialmente, a seleção iraniana planejava utilizar a cidade de Tucson, no Arizona, como centro de treinamento durante a primeira fase da Copa do Mundo. Entretanto, a escalada das tensões entre os dois países obrigou a federação a reformular completamente sua logística.
Agora, a equipe está concentrada em Tijuana, no México, onde chegou no último domingo.
Assim, após cada treinamento ou partida realizada nos Estados Unidos, os jogadores precisarão retornar ao território mexicano.
Conflito entre Irã e EUA impacta participação no Mundial
A disputa envolvendo os ingressos da Copa para torcedores do Irã é mais um capítulo das dificuldades enfrentadas pela seleção antes mesmo da estreia.
Nas últimas semanas, o relacionamento entre os dois países se deteriorou ainda mais após bombardeios coordenados por forças americanas e israelenses contra alvos iranianos.
Como consequência, questões ligadas a vistos, deslocamentos e presença de torcedores passaram a afetar diretamente a participação do Irã na competição. Apesar dos obstáculos extracampo, a seleção mantém sua preparação para a estreia no torneio.
Torcedores aguardam definição
Enquanto a federação busca esclarecimentos sobre a retirada da cota de ingressos, milhares de torcedores seguem sem saber se poderão acompanhar os jogos da equipe presencialmente.
A expectativa agora é por um posicionamento oficial da Fifa e das autoridades do país comandado por Donald Trump. Até lá, o impasse permanece sem solução e aumenta a tensão em torno da participação iraniana na Copa do Mundo.

