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Fifa abre processos contra AFA, jogadores e comissão técnica da Argentina após incidentes na Copa

Entidade investiga agressões, atos discriminatórios, descumprimento de protocolos e outras ocorrências

Por Douglas Nunes em 29/07/2026 16:30 - Atualizado há 2 horas

Briga entre argentinos e espanhóis após o apito final da final (Crédito: AP Photo/Julio Cortez/Alamy Live News)

A Fifa iniciou uma série de processos disciplinares envolvendo a Associação do Futebol Argentino (AFA), jogadores e integrantes da comissão técnica da seleção argentina. As investigações têm como base os incidentes registrados durante a Copa do Mundo, principalmente na decisão contra a Espanha.

A entidade analisou o relatório elaborado pelo Procurador Disciplinar e de Ética antes de formalizar as denúncias. Agora, os envolvidos terão a oportunidade de apresentar defesa. Sendo assim, somente após essa etapa o Comitê Disciplinar definirá se haverá punições e qual será a gravidade de cada sanção.

Molina e Paredes estão entre os principais investigados

Entre os jogadores citados pela Fifa, Nahuel Molina aparece como um dos casos mais delicados. Isso porque o lateral responderá a três acusações diferentes. Duas delas envolvem supostas agressões durante a final da Copa do Mundo. A terceira está relacionada a outra infração prevista no Código Disciplinar da entidade.

Leandro Paredes também se tornou alvo do processo. De acordo com a denúncia, o volante terá de responder por três episódios de agressão registrados após o apito final da decisão diante da Espanha. Em um dos lances analisados, ele teria socado e derrubado o meia espanhol Gavi durante a confusão entre os jogadores.

Além dos atletas, a investigação alcança integrantes da comissão técnica argentina. Isso porque o auxiliar Roberto Ayala foi denunciado por supostamente agredir Dani Olmo durante os tumultos ocorridos depois da partida.

Mais jogadores envolvidos

A Fifa ampliou as investigações para outros jogadores envolvidos na confusão. Thiago Almada, da Argentina, e Gavi, da Espanha, responderão por possível conduta antidesportiva.

Neste momento, porém, a tendência é que ambos recebam punições mais leves, caso as infrações sejam confirmadas. A entidade não detalhou quais comportamentos estão sendo analisados nem antecipou quais penalidades poderão ser aplicadas.

Os casos seguem em fase de instrução. Portanto, com a coleta de documentos, imagens e manifestações das partes envolvidas.

AFA responderá por racismo e falhas na organização

As investigações não se limitam aos acontecimentos dentro de campo. A Associação do Futebol Argentino também responderá por uma série de infrações relacionadas à organização e ao comportamento de seus torcedores durante a competição.

Entre os pontos analisados estão manifestações de caráter discriminatório praticadas nas arquibancadas. Além disso, avaliará atrasos no início de partidas, falhas no cumprimento dos protocolos de segurança, exibição de mensagens consideradas inadequadas e lançamento de objetos no gramado.

A Fifa também investiga a exibição de uma faixa com referências às Ilhas Malvinas após a partida contra a Inglaterra. O episódio passou a integrar o processo disciplinar aberto contra a entidade argentina.

Fifa dará prazo para apresentação das defesas

Todos os denunciados já receberam comunicação oficial da Fifa e terão prazo para apresentar suas versões sobre os fatos. Somente depois da análise das defesas o Comitê Disciplinar decidirá se aplicará advertências, suspensões, multas ou outras punições previstas no regulamento.

Até o momento, a entidade não informou quando pretende concluir os processos. Também não divulgou um calendário para os julgamentos.

A abertura simultânea de procedimentos contra a AFA, jogadores e membros da comissão técnica representa uma das maiores ações disciplinares envolvendo uma seleção em uma única edição da Copa do Mundo. Sendo assim, o desfecho dos casos poderá influenciar futuras competições organizadas pela Fifa e servir de referência para novos julgamentos relacionados a episódios de violência, discriminação e descumprimento de protocolos.

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