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Itália aposta em Paolo Maldini e Leonardo para iniciar reconstrução da seleção

Ídolo da Azzurra assume como diretor de seleções da federação italiana, enquanto o brasileiro terá papel estratégico na escolha do novo treinador

Por Douglas Nunes em 11/07/2026 17:08 - Atualizado há 2 horas

Leonardo e Maldini em campo. Foto: Henri Szwarc/ABACAPRESS.COM

A Federação Italiana de Futebol (FIGC) definiu quem vai liderar a reconstrução da seleção nacional. Paolo Maldini, um dos maiores nomes da história da Azzurra e do Milan, será o novo diretor de seleções da entidade. Ao seu lado estará Leonardo, campeão mundial com o Brasil em 1994, que assumirá a função de consultor.

A informação foi divulgada por veículos da imprensa italiana e confirmada pelo presidente da FIGC, Giovanni Malagò, à agência ANSA. Agora, a principal missão da dupla será encontrar o novo técnico da seleção italiana, que atravessa um dos períodos mais turbulentos de sua história recente.

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Escolha do treinador virou prioridade

A vaga de treinador está aberta desde a saída de Gennaro Gattuso. O ex-volante deixou o comando da Itália em abril, depois da campanha frustrante nas Eliminatórias da Copa do Mundo. Pouco tempo depois, em junho, acertou sua transferência para a Lazio.

A federação, portanto, decidiu reformular o departamento responsável pela seleção principal. A chegada de Maldini representa uma tentativa de devolver identidade ao projeto esportivo. Já Leonardo entra para contribuir com sua experiência nos bastidores do futebol europeu e na gestão de grandes clubes.

Sendo assim, a expectativa é que os dois participem diretamente de todas as etapas do processo até a definição do novo comandante.

Reencontro de antigos parceiros

A parceria entre Paolo Maldini e Leonardo não é novidade. Os dois trabalharam juntos no Milan entre 2018 e 2019, período em que participaram da reestruturação do clube italiano.

Maldini permaneceu como diretor até 2023. Durante sua gestão, ajudou a recolocar o Milan entre os protagonistas do futebol italiano. Sua saída aconteceu após divergências com os proprietários do clube e com integrantes da diretoria.

Leonardo, por sua vez, seguiu outro caminho. Isso porque depois da passagem pelo Milan, acumulou experiências como dirigente em diferentes equipes do futebol europeu.

Leonardo leva experiência internacional

Embora tenha iniciado a carreira como treinador, Leonardo construiu sua reputação principalmente como executivo de futebol. Ele comandou a Inter de Milão e o Milan à beira do gramado entre 2009 e 2010. Depois disso, passou a ocupar cargos de direção.

Ao longo dos últimos anos, trabalhou na Inter, no Antalyaspor e no Paris Saint-Germain. No clube francês, viveu duas passagens como diretor esportivo. A mais recente ocorreu entre 2019 e 2022.

Nesse período, participou de negociações de grande impacto. Entre elas, esteve a contratação de Lionel Messi e a renovação milionária do contrato de Kylian Mbappé. Logo em seguida da assinatura do novo vínculo do atacante francês, Leonardo deixou o PSG.

Crise aumenta pressão por mudanças

A missão da nova diretoria será recuperar o prestígio da seleção italiana. Afinal, a tetracampeã mundial atravessa uma sequência histórica de fracassos.

A Itália ficou fora das Copas do Mundo de 2018, 2022 e 2026. A ausência mais recente aumentou a pressão sobre a FIGC, principalmente porque o torneio passou a contar com 48 seleções. Mesmo com mais vagas disponíveis, a Azzurra não conseguiu garantir a classificação.

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