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Jornal americano coloca Alemanha como maior que o Brasil na história das Copas e justifica

Jornal esportivo dos Estados Unidos argumenta que a regularidade da Alemanha em Copas do Mundo supera o histórico brasileiro

Por Douglas Nunes em 01/07/2026 07:01 - Atualizado há 5 horas

Kimmich eliminação da Alemanha. Foto: MAURICE VAN STEEN / ANP

A eliminação da Alemanha na Copa do Mundo de 2026 não impediu que a seleção voltasse ao centro de um debate histórico. Horas depois da derrota para o Paraguai, o The Athletic, braço esportivo do The New York Times, publicou um artigo defendendo que a Alemanha pode ser considerada a maior seleção da história dos Mundiais, superando até mesmo o Brasil.

Assinado pelo jornalista Matt Slater, o texto reconhece o momento ruim vivido pelos alemães, mas argumenta que o histórico da equipe na competição coloca o país em uma posição privilegiada quando se analisa a regularidade ao longo das décadas.

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The Athletic destaca regularidade da Alemanha em Copas

O artigo recebeu o título “Os alemães já foram os reis da Copa do Mundo, agora eles simplesmente não são tão bons assim”.

Ao longo do texto, Slater afirma que a Alemanha construiu um histórico difícil de igualar graças à frequência com que chegou entre os primeiros colocados.

Segundo o jornalista, a campanha do título em 2014 representou o auge dessa trajetória.

“Quando a Alemanha venceu a Argentina em 2014 e conquistou seu quarto título de Copa do Mundo em 17 tentativas, eles completaram uma sequência de quatro edições desde 2002 em que terminaram em segundo, terceiro, terceiro e, aí, primeiro.”

O texto também relembra que aquela conquista aconteceu poucos dias depois da vitória por 7 a 1 sobre o Brasil, em Belo Horizonte.

Jornal diz que Alemanha superava o Brasil em 2014

Na avaliação de Matt Slater, havia poucos argumentos contra a Alemanha logo após a conquista do tetracampeonato.

“Naquele momento, só os brasileiros mais fanáticos discutiriam com a ideia de que a Alemanha era a maior seleção da Copa do Mundo.”

O jornalista reconhece que o Brasil possuía cinco títulos mundiais, contra quatro da Alemanha. Mesmo assim, afirma que a consistência alemã pesava mais na comparação.

Pódios são principal argumento do artigo

A principal tese do The Athletic está baseada no número de vezes que cada seleção terminou entre as três melhores da Copa do Mundo.

Segundo o texto, a Alemanha soma quatro títulos mundiais, quatro vices e quatro terceiros lugares. Ao todo, são 12 presenças no pódio, número que, segundo o artigo, supera qualquer outra seleção na história da competição.

“Junte tudo isso, e a Alemanha terminou 12 vezes no pódio da FIFA — três a mais que qualquer outra seleção. Portanto, seus altos foram mais altos que os de qualquer outra seleção e seus baixos foram mais altos que os de qualquer um.”

Embora o argumento privilegie a regularidade, ele desconsidera um aspecto frequentemente apontado por historiadores do futebol: o Brasil continua sendo a única seleção pentacampeã e jamais deixou de disputar uma edição da Copa do Mundo.

Artigo lembra reconstrução após crise dos anos 1990

Apesar da eliminação precoce em 2026, o The Athletic acredita que o futebol alemão tem capacidade para voltar ao topo.

O texto faz um paralelo com a crise vivida após a Copa do Mundo de 1998. Na época, a Federação Alemã promoveu uma ampla reformulação nas categorias de base, nos centros de treinamento e na formação de jogadores.

Anos depois, esse processo revelou atletas como Philipp Lahm, Bastian Schweinsteiger, Thomas Müller, Manuel Neuer e Toni Kroos, base da equipe campeã mundial em 2014.

Por isso, Matt Slater acredita que uma nova reconstrução pode acontecer.

“Pode haver uma sequência disso.”

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