José Boto cobra critérios da CBF após polêmicas em Flamengo x São Paulo com semiautomático
Diretor de futebol do Flamengo questionou a atuação da Comissão de Arbitragem após o empate por 1 a 1 com o São Paulo
José Boto deu entrevista em Portugal e falou sobre o Flamengo (Foto: Jota Erre/AGIF)
O Flamengo voltou a demonstrar insatisfação com a arbitragem do Campeonato Brasileiro. Um dia após o empate por 1 a 1 com o São Paulo, no Maracanã, o diretor de futebol José Boto fez um pronunciamento e cobrou mais uniformidade na aplicação das regras por parte da Comissão de Arbitragem da CBF.
Além disso, o dirigente questionou a interpretação de um possível pênalti por toque no braço e pediu mais transparência no uso do impedimento semiautomático.
Boto pede critérios iguais para todos os jogos
Durante a entrevista, José Boto afirmou que o principal problema da arbitragem brasileira não está na qualidade dos árbitros, mas na falta de um padrão para as decisões.
Segundo ele, os profissionais brasileiros demonstraram bom desempenho durante a Copa do Mundo justamente porque seguiram critérios mais claros.
“Eu não acho que os árbitros brasileiros sejam maus. O grande problema do Brasil é a falta de critério. No Mundial, os critérios eram claros. Se aqui o critério é diferente, ele tem que ser sempre o mesmo.”
O dirigente ainda citou a expulsão de Carrascal como exemplo de uma interpretação diferente daquela adotada em competições internacionais.
Diretor questiona lance de possível pênalti
Outro ponto abordado foi o lance envolvendo Arrascaeta e Wendell nos minutos finais da partida. Os jogadores do Flamengo reclamaram de um toque no braço do defensor dentro da área, mas Anderson Daronco mandou o jogo seguir.
Para José Boto, a jogada deveria ter sido revisada e marcada como pênalti.
O dirigente afirmou que consultou árbitros de outros países e disse que todos interpretaram o lance como infração.
“Aquilo é pênalti porque ele tira vantagem da utilização do braço. O braço pode estar junto ao corpo, mas existe uma intenção clara de desviar a trajetória da bola.”
Apesar das críticas, Boto fez questão de isentar Anderson Daronco de responsabilidade direta. Na avaliação do português, cabe à Comissão de Arbitragem estabelecer critérios claros para que árbitros e VAR tomem decisões semelhantes em qualquer partida.
Flamengo cobra explicações sobre impedimento semiautomático
José Boto também questionou o funcionamento do impedimento semiautomático, utilizado para anular o gol de Samuel Lino nos minutos finais da partida.
Segundo o dirigente, a CBF precisa mostrar de forma mais transparente o momento exato em que a linha do impedimento é traçada.
“O impedimento deve ser marcado no instante do passe. Mas isso nunca aparece nas imagens divulgadas.”
Na sequência, Boto afirmou que as transmissões exibem apenas a linha entre os jogadores, sem mostrar o momento em que a bola deixa o pé do passador.
Para ele, essa falta de transparência acaba alimentando dúvidas e discussões sobre a tecnologia.
Dirigente pede posicionamento da Comissão de Arbitragem
Ao encerrar o pronunciamento, José Boto voltou a defender que a Comissão de Arbitragem explique publicamente os critérios adotados em lances polêmicos.
Segundo o diretor, a falta de um posicionamento oficial faz com que interpretações diferentes apareçam a cada rodada, o que aumenta as reclamações de clubes, jogadores e torcedores.
“O que se pede são critérios iguais. Isso não depende dos árbitros. Depende da Comissão de Arbitragem da CBF.”

