Crise na Itália: Maldini e Leonardo renunciam após veto a Pirlo, e Mancini ganha força
Dirigentes deixam a federação após impasse envolvendo Andrea Pirlo, e mudança amplia as chances de Roberto Mancini voltar a comandar a Azzurra
Técnico italiano vira principal alvo da Federação Italiana (Crédito: Divulgação/FIGC)
A Federação Italiana de Futebol sofreu uma mudança importante em sua estrutura nesta segunda-feira. Apenas 16 dias após serem anunciados, Paolo Maldini e Leonardo oficializaram a saída de seus cargos na entidade. A decisão ocorreu depois de um impasse envolvendo a escolha do novo treinador da Itália, que acabou provocando divergências internas.
Com a renúncia da dupla, Roberto Mancini passou a despontar como o principal candidato para assumir o comando da seleção italiana, enquanto Thiago Motta aparece como alternativa. Além disso, Giorgio Chiellini surge como um dos nomes cotados para ocupar a direção técnica.
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Veto a Pirlo motivou saída de Maldini e Leonardo
Segundo informações publicadas pela Sky Sports e pelo jornalista Fabrizio Romano, a decisão de Maldini e Leonardo aconteceu após o presidente da federação, Giovanni Malagò, barrar a contratação de Andrea Pirlo como novo treinador da seleção.
O ex-zagueiro do Milan exercia a função de diretor de seleções da entidade, enquanto Leonardo, campeão mundial com o Brasil em 1994, atuava como consultor da FIGC.
A dupla liderava o processo de escolha do novo comandante da Itália desde a saída de Gennaro Gattuso, que deixou o cargo em abril após não conseguir classificar a equipe para a Copa do Mundo de 2026.
Durante as negociações, os dirigentes fizeram contatos com Carlo Ancelotti e também tentaram convencer Pep Guardiola. Entretanto, depois das conversas, definiram Andrea Pirlo como o nome ideal para iniciar o novo ciclo da seleção.
Presidente da FIGC barra contratação de Pirlo
Apesar do acordo estar bem encaminhado, Giovanni Malagò vetou a chegada de Pirlo. De acordo com a publicação, o presidente da federação se posicionou contra a contratação por causa da relação comercial do ex-meia com uma casa de apostas da Rússia, da qual é garoto-propaganda.
Diante da decisão, Maldini e Leonardo procuraram o dirigente para pedir explicações. Como não houve mudança de posição, ambos optaram por colocar seus cargos à disposição e deixaram oficialmente a federação.
Mancini vira favorito para assumir a Itália
Com a saída dos dois dirigentes, o cenário para a escolha do novo treinador mudou completamente. Roberto Mancini, que já comandou a seleção italiana e conquistou a Eurocopa de 2021, ganhou força nos bastidores para retornar ao cargo.
Ao mesmo tempo, Thiago Motta continua sendo analisado pela federação, embora apareça com menos força neste momento. Paralelamente, Giorgio Chiellini pode assumir uma função na direção técnica e participar da reconstrução do futebol italiano.
Itália tenta reagir após sequência histórica de fracassos
A busca por um novo treinador faz parte do processo de reconstrução da Itália, que atravessa um dos momentos mais delicados de sua história.
A tetracampeã mundial não disputa uma Copa do Mundo desde 2014. Posteriormente, a seleção ficou fora das edições de 2018, 2022 e 2026, aumentando a pressão por mudanças profundas na estrutura da equipe nacional.
Dessa forma, a definição do novo comandante será considerada um passo decisivo para recolocar a Itália entre as principais seleções do futebol mundial.

