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Crise no Flamengo ganha novo capítulo e dirigente vê pressão aumentar nos bastidores

Insatisfação com José Boto cresce entre jogadores e funcionários, enquanto Bap já avaliou mudanças no departamento de futebol

Por Douglas Nunes em 04/08/2026 06:57 - Atualizado há 1 hora

José Boto reclamou da arbitragem (Crédito: Jorge Rodrigues/AGIF)

A crise Flamengo com Boto vive um momento de pressão que vai além dos resultados em campo. Enquanto parte da torcida questiona o trabalho do técnico Leonardo Jardim, os bastidores da Gávea apontam outro foco de desgaste. O diretor de futebol José Boto enfrenta uma crescente insatisfação interna, alimentada por problemas de relacionamento e pela avaliação de que o departamento ainda não entregou os resultados esperados.

Segundo informações do ge, o ambiente no Ninho do Urubu segue distante de qualquer clima de tranquilidade. Jogadores e funcionários descrevem a relação com o dirigente português como fria, e relatos apontam um comportamento considerado rígido nas cobranças do dia a dia.

Relação de José Boto gera desgaste no Flamengo

Desde que chegou ao clube, José Boto nunca construiu uma relação próxima com o elenco ou com os funcionários. Pessoas que convivem diariamente com o diretor afirmam que ele mantém uma postura reservada e, em alguns momentos, considerada grosseira.

Ainda de acordo com a reportagem, o dirigente não demonstra preocupação em criar vínculos dentro do ambiente de trabalho. Esse comportamento aumentou a pressão sobre sua permanência e fez crescer o número de pessoas insatisfeitas com sua atuação.

Além das críticas ao relacionamento, outro ponto passou a incomodar internamente. Há reclamações sobre a frequência com que Boto aparece em materiais oficiais de divulgação do clube. Também circulam relatos de que o diretor teria solicitado serviços particulares a funcionários do Ninho do Urubu, o que ampliou a resistência ao seu nome.

Demissão de Filipe Luís aumentou a pressão

A situação ficou ainda mais delicada após a saída de Filipe Luís, em março. O processo que culminou na demissão do então treinador intensificou a rejeição ao diretor de futebol e agravou o clima nos bastidores.

Desde aquele episódio, integrantes do clube passaram a considerar a permanência de José Boto cada vez mais difícil. Nos bastidores, o desgaste ganhou força mesmo com as conquistas obtidas pelo Flamengo durante a temporada.

Bap chegou a estudar uma troca no comando do futebol

O presidente Luiz Eduardo Baptista acompanhou de perto o ambiente no Ninho do Urubu durante reuniões recentes e percebeu que a insatisfação continuava elevada. A expectativa era de que os títulos conquistados em 2025 ajudassem a reduzir a pressão sobre o departamento de futebol, mas isso não aconteceu.

Nos meses anteriores, a diretoria discutiu uma possível reformulação no setor. Entre as alternativas avaliadas estava a saída de José Boto. O presidente chegou a consultar nomes para assumir o cargo, entre eles o ex-zagueiro Fábio Luciano, ídolo rubro-negro que encerrou a carreira no Flamengo em 2009.

Outro profissional analisado foi Edu Gaspar, que estava em processo de saída do Nottingham Forest. Apesar da avaliação, o clube não abriu negociações com o dirigente.

Permanência depende do futuro do projeto

Mesmo diante da crise do Flamengo com Boto, Bap optou por manter o diretor. Um dos fatores que pesou na decisão foi a parceria construída entre o diretor e Leonardo Jardim, considerada importante para a continuidade do planejamento esportivo.

Ainda assim, o cenário permanece cercado de incertezas. Nos bastidores, existe pouca expectativa de que José Boto permaneça no Flamengo a partir de 2027 caso o ambiente interno continue deteriorado.

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