Vasco descumpre prazo de pagamento e fica perto de novo risco de transfer ban
Clube não quitou parcela de R$ 4,12 milhões prevista em acordo com credores e precisa comprovar pagamento até segunda-feira para evitar punição
Pedrinho, em entrevista pelo Vasco (Crédito: Brazil Photo Press/Alamy Live News)
O Vasco não realizou o pagamento da primeira parcela prevista no acordo firmado com credores na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão ligado à CBF. O clube deveria depositar R$ 4,12 milhões até a última terça-feira (25), mas não cumpriu o prazo estabelecido.
A situação aumenta a pressão sobre a SAF vascaína, que agora precisa comprovar nos autos que realizou o pagamento. Caso contrário, o clube pode sofrer um novo transfer ban e ficar impedido de registrar jogadores.
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Vasco tem prazo para evitar transfer ban
A decisão da CNRD foi publicada em 10 de agosto e determinou que o Vasco apresente os comprovantes de pagamento em até cinco dias após cada vencimento. Como a primeira parcela venceu na terça-feira, o prazo para apresentar a documentação termina na próxima segunda-feira.
O descumprimento pode provocar uma punição imediata. A própria decisão autoriza a relatoria da CNRD a aplicar a proibição de registro de novos atletas caso o clube não comprove o pagamento dentro do período estabelecido.
O acordo envolve mais de R$ 110 milhões em dívidas distribuídas em três planos coletivos que tramitam na CNRD. Além disso, o compromisso estabelece que o clube deverá pagar R$ 15 milhões por ano aos credores.
Outra obrigação prevista no acordo é a destinação de 10% da receita bruta obtida pelo Vasco em premiações de competições organizadas pela CBF e pela Conmebol. Os valores ainda serão corrigidos anualmente, sempre em outubro, de acordo com o IPCA acumulado nos 12 meses anteriores.
Situação financeira aumenta preocupação nos bastidores
O problema ocorre justamente em um momento delicado para as finanças do Vasco. A SAF aguarda uma decisão judicial sobre a liberação de um empréstimo de R$ 150 milhões, recurso importante para manter o fluxo financeiro do clube.
Internamente, a diretoria teme não conseguir cumprir os compromissos com funcionários e os pagamentos previstos na Recuperação Judicial caso os responsáveis não liberem o dinheiro.
Todavia, o clube afirma precisar de R$ 83 milhões até 31 de agosto para honrar suas obrigações mais imediatas. Por isso, a demora na liberação do financiamento aumenta a pressão sobre a administração.
Na semana passada, o Vasco apresentou um agravo à Justiça do Rio de Janeiro contra a decisão que condicionou a análise de novos endividamentos superiores a R$ 5,9 milhões. A medida também atinge diretamente o empréstimo DIP de R$ 150 milhões.

