Grêmio demite Luís Castro após derrota para o Vasco; Felipão assume time contra o Botafogo
Português deixa o clube com 47% de aproveitamento e contrato até 2027
Técnico está pressionado no Grêmio (Crédito: Ettore Chiereguini/AGIF)
Luís Castro não é mais técnico do Grêmio. A direção decidiu demitir o português neste domingo (13), um dia depois da derrota por 2 a 1 para o Vasco, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. O clube comunicou a decisão após uma manhã de reuniões no CT Luiz Carvalho.
O coordenador técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão, assumirá o comando da equipe para enfrentar o Botafogo na quarta-feira. Enquanto isso, a diretoria já procura um substituto para Luís Castro.
Grêmio demite Luís Castro em meio à ameaça de rebaixamento
A situação no Campeonato Brasileiro pesou para a mudança. O Grêmio ocupa a 15ª posição, com 28 pontos, exatamente a mesma pontuação do Vasco, primeiro clube dentro da zona de rebaixamento. Os critérios de desempate ainda mantêm o Tricolor fora do Z-4.
Além disso, a equipe não conseguiu vencer como visitante nas 26 primeiras rodadas. A campanha soma sete vitórias, sete empates e 12 derrotas, e a pressão aumentou após o revés justamente para um concorrente direto contra a queda.
A direção esperava uma evolução depois do período de férias e treinamentos provocado pela Copa do Mundo. Entretanto, o Grêmio não conseguiu estabelecer uma sequência positiva após o retorno da temporada.
Luís Castro deixa Grêmio com 47% de aproveitamento
Luís Castro comandou o Grêmio em 50 partidas. Nesse período, acumulou 19 vitórias, 15 empates e 16 derrotas, com 66 gols marcados e 51 sofridos. O aproveitamento ficou em 47%.
O treinador conquistou o Campeonato Gaúcho em março e levou o clube à semifinal da Copa do Brasil. Por outro lado, sofreu com a irregularidade no Brasileirão e também comandou a equipe na eliminação para o Bolívar nos playoffs das oitavas de final da Copa Sul-Americana.
A queda no torneio continental aumentou a pressão. Na ocasião, torcedores xingaram o português e pediram o retorno de Renato Portaluppi. As manifestações voltaram a acontecer depois da derrota para o Vasco.
Diretoria havia bancado permanência até o fim do ano
A demissão acontece poucos dias depois de o CEO Alex Leitão garantir a permanência de Luís Castro até o fim da temporada. Antes disso, porém, outros dirigentes já haviam demonstrado publicamente insatisfação com os resultados.
No fim de agosto, depois da derrota para o Bragantino, o executivo de futebol Paulo Pelaipe afirmou que “tudo na vida tem limite”. Mesmo assim, a direção ainda esperava uma reação do treinador nas rodadas seguintes.
Contratado no fim de 2025 para substituir Mano Menezes, Luís Castro fazia parte de um projeto de médio prazo da nova gestão. O planejamento incluía maior integração com as categorias de base e tratava 2026 como uma temporada de reconstrução.
Contrato de Luís Castro iria até dezembro de 2027
Luís Castro tinha vínculo com o Grêmio até dezembro de 2027. O contrato não estabelecia uma multa rescisória específica, mas o clube terá de arcar com os valores restantes previstos no acordo.
O custo aproximado do treinador e de sua comissão técnica era de R$ 2 milhões mensais. Portanto, a saída também representa um impacto financeiro relevante para o clube.
Além do português, deixam o Grêmio os auxiliares Vítor Severino e Pedro Mané, o preparador de goleiros Daniel Correia, o analista de desempenho Nuno Baptista e os preparadores físicos Nuno Cerdeira e Roberto Júnior, o Betinho.
Felipão assume enquanto Grêmio procura novo técnico
Com a saída de seis integrantes da comissão, o Grêmio precisará reorganizar a estrutura do departamento de futebol. O clube não mantinha um auxiliar técnico e um preparador de goleiros permanentes, já que Luís Castro havia levado seus próprios profissionais.
Por enquanto, Felipão assume a responsabilidade de preparar a equipe. O primeiro desafio será contra o Botafogo, na quarta-feira, em um momento de forte pressão pela proximidade da zona de rebaixamento.
A saída de Luís Castro também representa a primeira demissão de treinador da gestão do presidente Odorico Roman, que assumiu o Grêmio em dezembro. Agora, a diretoria busca um novo nome para tentar afastar o clube do Z-4 e conduzir a equipe na semifinal da Copa do Brasil.
O primeiro nome da diretoria é Renato Portaluppi. A tendência é que o clube acelere as negociações neste começo de semana.

