NFL no Maracanã aumenta atrito com Vasco após veto a ações comerciais e negativas para jogos
Clube teve ações de marketing barradas durante o jogo entre Dallas Cowboys e Baltimore Raven
Gramado do Maracanã segue gerando polêmica entre Flamengo e Fluminense (Crédito: Alamy Live News)
A realização do primeiro jogo da NFL no Rio de Janeiro abriu um novo capítulo no conflito entre Vasco e Maracanã. O clube havia preparado uma série de ações comerciais para a partida entre Dallas Cowboys e Baltimore Ravens, neste domingo (27), mas recebeu a informação de que o consórcio responsável pelo estádio vetou todas as iniciativas previstas para o evento.
A decisão aumentou a insatisfação da diretoria vascaína, que já enfrenta dificuldades para utilizar o Maracanã em partidas de futebol. Nas últimas semanas, o Vasco não conseguiu autorização para mandar jogos contra Vitória e Palmeiras no estádio e ainda aguarda uma resposta sobre o confronto com o Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana.
Vasco tem ações comerciais vetadas durante jogo da NFL
O Vasco lançou recentemente uma coleção de camisas em parceria com a NFL e a marca Approve. Como parte da divulgação, o clube planejou instalar um ponto de venda no Maracanã durante a partida entre Cowboys e Ravens, além de exibir um vídeo promocional no telão do estádio.
No entanto, a NFL comunicou ao Vasco que o consórcio havia vetado as ações. A decisão surpreendeu o clube, principalmente porque a campanha comercial foi desenvolvida em parceria com a própria liga de futebol americano.
Sem autorização para executar o planejamento no estádio, o Vasco transferiu a venda dos produtos para uma loja da marca no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O clube, portanto, perdeu a oportunidade de divulgar sua coleção diretamente ao público presente no primeiro jogo da NFL na cidade.
Maracanã já negou jogos do Vasco contra Vitória e Palmeiras
O episódio aconteceu em meio a uma sequência de divergências entre a diretoria vascaína e o consórcio formado por Flamengo e Fluminense, responsável pela administração do Maracanã.
O Vasco tentou utilizar o estádio para os confrontos contra Vitória e Palmeiras, pela Copa do Brasil, mas não conseguiu a liberação. Agora, enfrenta uma situação semelhante antes da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors.
A diretoria apresentou um pedido formal para mandar a partida diante dos argentinos no Maracanã, mas ainda não recebeu uma resposta. O problema é que São Januário não atende à exigência da Conmebol de capacidade mínima de 30 mil espectadores para essa fase da competição.
As negativas recentes para partidas de futebol foram justificadas pelas condições do gramado, que sofre com a sequência de jogos. O calendário também prevê uma partida do Flamengo pela Libertadores apenas dois dias depois do confronto entre Vasco e Boca Juniors.
Vasco alega que acordo para utilizar o Maracanã não está sendo respeitado
O Vasco possui um acordo para disputar os clássicos contra Flamengo e Fluminense no Maracanã. O entendimento também prevê a possibilidade de utilizar o estádio em até quatro partidas por ano contra outros adversários.
A diretoria, porém, considera que as recentes negativas contrariam o que foi estabelecido. O clube entende que não deveria depender de novas negociações a cada solicitação para atuar no estádio.
O veto às ações comerciais durante a NFL ampliou esse desgaste. Embora não envolva diretamente o mando de campo, a decisão reforçou a insatisfação vascaína com a administração do Maracanã.
Pedrinho quer levar Vasco x Flamengo para São Januário
Diante das dificuldades, Pedrinho anunciou que pretende mandar o próximo clássico contra o Flamengo em São Januário. O presidente afirmou que não deseja mais depender da autorização do consórcio para utilizar o Maracanã, mesmo nos confrontos previstos em contrato.
“Eu não peço para jogar no Maracanã, eu tenho contrato. Ele tem cláusulas no contrato para negar, e eu respeito. E não vou ficar dependente. Eu quero que Vasco x Flamengo seja em São Januário”, declarou o dirigente.
Pedrinho também pediu apoio ao poder público e ao Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (BEPE). O presidente argumentou que São Januário já recebe partidas consideradas de risco, como os confrontos contra Santos, Cruzeiro e Corinthians.
Para o dirigente, o estádio vascaíno também deveria ter condições de receber os clássicos cariocas. A realização dessas partidas, entretanto, depende das autorizações dos órgãos responsáveis pela segurança.
Enquanto busca uma solução para os próximos jogos, o Vasco vê a realização da NFL no Maracanã acrescentar mais um episódio à disputa com o consórcio. O clube agora aguarda uma definição sobre o confronto com o Boca Juniors, que exige um estádio com capacidade superior à de São Januário.

