Pedrinho faz apelo à Conmebol para Vasco x Boca acontecer em São Januário
Presidente do Vasco quer mandar jogo de volta da semifinal da Sul-Americana no estádio e cobra solução para impasse com o Maracanã
Pedrinho, presidente do Vasco (Crédito: Divulgação/Vasco)
O Vasco ainda não definiu o estádio onde receberá o Boca Juniors pela semifinal da Copa Sul-Americana, mas Pedrinho já deixou clara sua preferência. O presidente cruz-maltino quer levar o confronto para São Januário e pretende pedir à Conmebol uma autorização especial para utilizar o estádio.
O duelo de volta está marcado para 20 de outubro, e o Vasco terá o mando de campo. Entretanto, existe um obstáculo importante para a realização da partida em sua casa: o regulamento da Conmebol estabelece capacidade mínima de 30 mil lugares para jogos dessa fase.
Mesmo diante da exigência, Pedrinho não pretende abandonar a possibilidade. O dirigente também trabalha para ampliar o espaço destinado à torcida visitante e citou sua boa relação com Juan Román Riquelme, presidente do clube argentino, como um fator que pode ajudar na organização da partida.
— Vou tentar aumentar o espaço de visitante em São Januário. Tenho uma boa relação com o Riquelme. Vamos tentar dar todo o suporte para o torcedor do Boca em São Januário. Caso não aconteça, vou tentar o Maracanã, porque temos contrato. Se não for possível, peço que o presidente da Conmebol tenha um pouco de flexibilidade e autorize que eu jogue em São Januário — disse o dirigente.
Leia mais: Após vitória em leilão do Vasco, grupo do Palmeiras pede saída de José Roberto Lamacchia
São Januário é a primeira opção do Vasco
Apesar das dificuldades previstas pelo regulamento, Pedrinho deixou claro que São Januário continua sendo sua prioridade. O presidente entende que o estádio representa a melhor alternativa para o clube, mas reconhece que será necessário cumprir critérios estabelecidos pela entidade sul-americana.
Além da capacidade, a Conmebol considera questões relacionadas à estrutura e à acomodação dos torcedores visitantes. Por isso, o Vasco tenta encontrar maneiras de adequar o estádio às exigências para receber o Boca Juniors.
Enquanto tenta convencer a Conmebol, o Vasco também mantém o Maracanã como alternativa. O clube enviou um ofício ao consórcio que administra o estádio e estabeleceu um prazo de 48 horas para receber uma resposta sobre a possibilidade de utilizar o local.
Pedrinho reclama de relação com o Flamengo
A dificuldade para definir o estádio também reacendeu uma discussão antiga entre o Vasco e o Flamengo. Pedrinho reclamou das limitações que o clube enfrenta para utilizar São Januário em partidas consideradas de risco.
O presidente vascaíno citou, principalmente, os clássicos contra o rival. Na visão do dirigente, o Vasco deveria ter a possibilidade de mandar essas partidas em sua própria casa quando houver condições para isso.
Além disso, Pedrinho questionou a relação com o Flamengo em relação ao uso do Maracanã. O estádio aparece como alternativa para o confronto com o Boca, mas o Vasco ainda aguarda uma definição do consórcio responsável pela administração do local.
Por outro lado, a situação da semifinal possui uma exigência específica da Conmebol. A entidade determina 30 mil lugares como capacidade mínima, e a existência de outros dois estádios na cidade — Maracanã e Nilton Santos — dificulta uma eventual exceção para São Januário.

