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Zinho questiona currículo de Pezzolano após demissão no Inter e cobra mais espaço para técnicos brasileiros

Tetracampeão mundial critica a contratação de estrangeiros sem histórico expressivo de conquistas

Por Douglas Nunes em 22/09/2026 09:57 - Atualizado há 1 hora

Zinho na ESPN. Foto Reprodução

A demissão de Paulo Pezzolano do Internacional provocou críticas de Zinho à política de contratação de treinadores no futebol brasileiro. Durante o programa Equipe F, da ESPN, o tetracampeão mundial questionou o currículo do uruguaio e defendeu mais oportunidades para profissionais nacionais.

Para o comentarista, os clubes brasileiros passaram a buscar técnicos estrangeiros sem necessariamente exigir um histórico de conquistas. Além disso, Zinho considera que a chegada desses profissionais reduziu o espaço para o desenvolvimento de novos treinadores no país.

Zinho questiona contratação de Pezzolano pelo Internacional

Ao analisar a saída do treinador do Colorado, Zinho levantou dúvidas sobre os critérios utilizados pelos clubes para contratar profissionais estrangeiros. O comentarista citou Pezzolano e Pedro Caixinha como exemplos durante a discussão.

“O que que o Pezzolano já fez? Qual é o grande trabalho do Pezzolano na carreira?”, questionou o ex-jogador.

Zinho também relacionou o debate à proposta de redução do limite de estrangeiros no Campeonato Brasileiro. Segundo ele, além de rever a quantidade de jogadores de outros países, os clubes deveriam discutir os critérios adotados na contratação de treinadores.

“Porque tantos treinadores do exterior vindo inibiu a produção de treinador também aqui. Ou se corta muito rápido o treinador brasileiro jovem”, afirmou.

Tetracampeão cita Filipe Luís e critica falta de paciência

ara ilustrar seu argumento, Zinho mencionou Filipe Luís, que deixou o futebol brasileiro e passou a trabalhar no Monaco. O comentarista destacou que o ex-treinador do Flamengo iniciou a carreira conquistando títulos, mas acabou deixando o clube.

“O Filipe Luís já foi embora. Tá lá no Monaco, líder. O cara começa uma carreira aqui ganhando, mandaram ele embora. O cara ganhou, ganhou, venceu”, declarou.

Na avaliação do tetracampeão, os dirigentes precisam oferecer condições para que os profissionais brasileiros desenvolvam seus trabalhos. Ele argumentou que muitos treinadores nacionais perdem o emprego antes de conseguir implementar suas ideias.

Zinho defende jovens treinadores brasileiros

O comentarista fez questão de esclarecer que suas críticas não estão relacionadas à nacionalidade dos profissionais. Segundo ele, o principal critério para contratar um treinador estrangeiro deveria ser sua trajetória no futebol.

“Não tenho nada contra o Pezzolano e contra treinador do exterior, não é xenofobia, pelo amor de Deus. Eu estou falando de qualidade, de títulos, de conquistas, de currículo”, explicou.

Em seguida, Zinho defendeu que os clubes ofereçam mais oportunidades aos brasileiros quando não encontram profissionais estrangeiros com um histórico que justifique a contratação.

“Pra trazer treinador por trazer, eu daria chance pra treinadores jovens do Brasil. Aí você traz, tenha paciência”, afirmou.

Roger Machado, Jorginho e Jair Ventura entram no debate

Zinho também citou Roger Machado, Jorginho e Jair Ventura para questionar o espaço destinado aos profissionais nacionais. Segundo o comentarista, os clubes frequentemente alegam falta de experiência para descartar treinadores brasileiros, mas não adotam necessariamente o mesmo rigor ao buscar nomes no exterior.

O tetracampeão mencionou a passagem de Jair Ventura pelo Vitória e criticou a dificuldade de outros profissionais para conseguir uma sequência de trabalho. Para ele, o futebol brasileiro possui treinadores em formação que poderiam receber mais oportunidades.

“Eu saio em defesa, sim, dos treinadores brasileiros. Nós temos bons profissionais sendo formados ou alguns que cortaram no meio do caminho, não deixam uma sequência”, declarou.

Por fim, Zinho dividiu a responsabilidade pela falta de continuidade entre os diferentes setores do futebol. “Isso eu falo: cortaram os dirigentes, somos nós da imprensa e é a própria torcida”, concluiu.

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