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Eleições 2026: Veja jogadores que conseguiram se eleger e quem ficou de fora

Edmundo, Luxemburgo, Marcelinho, Danrlei e outros disputaram diferentes cargos nas eleições

Por Douglas Nunes em 05/10/2026 11:00 - Atualizado há 6 horas

Edmundo pelo Vasco. Foto: Marcelo Cortes/FotoArena/Alamy Live News

As eleições de 2026 também tiveram participação significativa de personalidades do esporte. Ex-jogadores de futebol, atletas olímpicos, treinadores e antigos dirigentes de clubes concorreram a vagas no Congresso Nacional, assembleias legislativas e governos estaduais. Alguns ex-jogadores conseguiram se eleger, enquanto nomes de peso, como Luxemburgo, ficaram de fora.

Danrlei e Bobô conseguem se eleger

Danrlei, que já acumulava mandatos na política, conseguiu renovar sua vaga como deputado federal pelo Rio Grande do Sul. O ex-goleiro do Grêmio, filiado ao PSD, recebeu pouco mais de 105 mil votos.

Outro ex-jogador eleito foi Bobô. Ídolo do Bahia e um dos grandes nomes da história do clube, ele concorreu pelo PCdoB e conquistou uma cadeira de deputado estadual na Bahia, recebendo 70.893 votos.

Além deles, outros nomes ligados ao esporte também conquistaram mandatos, entre eles Luiz Lima, Felipe Sertanejo e Rozenha.

Edmundo, Luís Fabiano e Luxemburgo ficam fora

Entre os ex-jogadores de maior projeção que não conseguiram se eleger está Edmundo. Ídolo principalmente de Vasco e Palmeiras, o ex-atacante disputou uma vaga de deputado federal pelo PSDB no Rio de Janeiro e recebeu cerca de 35,7 mil votos.

Em São Paulo, Luís Fabiano também tentou chegar à Câmara dos Deputados. O ex-centroavante de São Paulo, Sevilla e Seleção Brasileira concorreu pelo MDB, mas seus pouco mais de 9,6 mil votos não foram suficientes para garantir uma cadeira. Finazzi, também pelo MDB, recebeu 1.069 votos e igualmente ficou fora.

Vanderlei Luxemburgo escolheu uma disputa diferente. O ex-técnico da Seleção Brasileira concorreu ao Senado pelo Podemos no Tocantins. Com 67.987 votos, equivalentes a 4,11%, não conquistou uma das duas vagas disponíveis.

Marcelinho Carioca foi outro ídolo do futebol que não conseguiu transformar sua popularidade em mandato. O ex-jogador do Corinthians recebeu 2.494 votos na disputa para deputado distrital pelo Republicanos no Distrito Federal.

Leila do Vôlei perde disputa pelo Senado no Distrito Federal

Fora do futebol, um dos principais nomes na eleição foi Leila Barros, conhecida pela trajetória na Seleção Brasileira de vôlei. A ex-atleta buscava a reeleição para o Senado pelo Distrito Federal.

Leila recebeu aproximadamente 686 mil votos, correspondentes a 21,25% dos votos válidos, e terminou na terceira colocação. Assim, ficou fora das duas vagas ao Senado em disputa.

Outros atletas também não conseguiram se eleger. A campeã olímpica de judô Sarah Menezes concorreu a deputada federal pelo MDB no Piauí e recebeu 10.516 votos. Já Maurício Souza, campeão olímpico de vôlei em 2016, tentou renovar seu mandato de deputado federal por Minas Gerais, mas ficou fora após receber 16.122 votos.

Ex-dirigentes de Flamengo, Cruzeiro e Atlético-MG também são derrotados

A eleição ainda contou com antigos dirigentes de grandes clubes. No Rio de Janeiro, Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo, tentou renovar seu mandato de deputado federal pelo PV, mas não conseguiu.

Marcos Braz, ex-vice-presidente de futebol rubro-negro, também concorreu a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Filiado ao PSDB, recebeu cerca de 18,3 mil votos e não foi eleito.

Em Minas Gerais, Sérgio Santos Rodrigues, ex-presidente do Cruzeiro, recebeu 20.279 votos na disputa para deputado federal e ficou sem uma cadeira. Já Alexandre Kalil, ex-presidente do Atlético-MG e ex-prefeito de Belo Horizonte, disputou o governo mineiro, mas não avançou para o segundo turno.

Também ficaram fora nomes como Washington Coração Valente, Donizete Pantera, Dinei, Sérgio, Flávio Caça-Rato, Éverton Felipe e Cleo Hickmann.

Apesar da presença de diversas figuras conhecidas, portanto, a eleição mostrou que a popularidade construída dentro do esporte não necessariamente se converte em votos suficientes para conquistar um mandato político.

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