Tricampeão brasileiro com a camisa do São Paulo e sob o comando de Muricy Ramalho, Richarlyson, hoje aos 37 anos, faz questão de exaltar o ex-treinador. Em entrevista ao programa ‘Os Canalhas’, o ex-meio-campista destacou as cobranças, a humildade e a busca pela perfeição de Muricy.
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“Talvez o segredo do Muricy seja a humildade com que ele transparece as coisas e, diga-se de passagem, o Muricy não é um treinador bonzinho, então não confundam as coisas, pelo contrário, ele é exigente pra caramba. Quantas vezes eu não fui xingado na beira do campo pelo Muricy, inúmeras, até agora no Legends, ele me xingou na beira do campo”, disse Richarlyson.
“Ele era exigente o absurdo, fazia tudo da forma assim mais perfeita possível, cobrava mesmo, não tinha dó de xingar, aquele jeitão dele, que todo mundo conhece, mas ao mesmo tempo, o cara paizão, o cara que sabe lidar com certas emoções, o cara sabe lidar com o cara no dia em que o cara está mal, que o cara não chegou bem, que o cara está com problema de família, sei lá, o filho está doente em casa, ou brigou com a mulher, ele sabe fazer isso muito bem. Talvez seja esse diferencial. O Muricy não trata o atleta só como atleta profissional, ele lembra que antes do atleta tem um ser humano”, acrescentou.
Richarlyson relembrou ainda a campanha do título do Campeonato Brasileiro de 2007, quando o São Paulo conquistou a taça com cinco rodadas de antecedência e, até o jogo em que confirmou o título antecipado, o time havia sofrido apenas 13 gols em 33 partidas. O ex-jogador contou como Muricy Ramalho moldou a defesa Tricolor, e destacou como a repetição leva à perfeição.
“O Muricy Começou a treinar exaustivamente essa bola parada, não só defensivamente como ofensivamente. Nós ficamos numa defesa de bola parada impressionante, mas não passava nem pensamento naquela época ali na área, porque a gente treinava exaustivamente”, lembrou.
“Treinávamos mais de uma hora de bola parada, exaustivamente, e ai de o time reserva fazer gol no treinamento, ficava ali até eles nem cabecearem. O Muricy não gostava nem que o time reserva cabeceava a bola, nosso time considerado titular tinha que cabecear todas, o reserva não podia tocar na bola. Então assim, o que isso demonstra para mim? Que a repetição, ela te leva à perfeição”, completou Richarlyson.

