O atacante Ángel Romero está de volta ao Corinthians, após sair em julho de 2019. No período, o paraguaio teve passagem por San Lorenzo, da Argentina, e Cruz Azul, do México. Em seu blog no portal UOL Esporte, Rodrigo Coutinho analisou a chegada de Romero, depois de cerca de dois anos e meio fora do Timão, comentando as possibilidades de uso do jogador.
De acordo com Coutinho, Romero não é mais o mesmo da primeira passagem pelo Corinthians. O paraguaio, que atualmente tem 30 anos, mudou características de seu jogo. Os tempos de San Lorenzo e Cruz Azul influenciaram as mudanças, já que Romero teve um período afastado dos gramados por litígios enquanto estava no time argentino.
“Ficou em litígio com o San Lorenzo no final de 2021 e passou três meses sem entrar em campo antes de rumar para o México. Isso certamente atrasou sua adaptação e desenvolvimento na América do Norte, mas a última temporada no time argentino já havia sido de muitas oscilações”, destacou o jornalista.
Se na temporada 2019/20, Romero teve bom desempenho no San Lorenzo, em 2021 o paraguaio teve oscilações no clube argentino. Segundo Rodrigo Coutinho, a melhor fase do jogador foi entre os meses de abril e maio, nos quais teve titularidade em sete partidas, fez quatro gols e proporcionou uma assistência. Após isso, caiu de produção, assim como o restante do time. O jornalista também destacou a inconstância de Romero no Cruz Azul.
“No clube mexicano, nunca chegou a se firmar e não teve sequência em nenhuma posição específica. Jogou de meia, atacante pelos dois lados, e numa dupla de frente. Foi titular em basicamente metade dos jogos em que foi utilizado. A exemplo do 2021 no San Lorenzo, marcou cinco gols e deu quatro assistências, mas desta vez em 39 partidas disputadas. Discreto, apesar de ter chegado nas quartas de final da liga local”, escreveu Rodrigo Coutinho.
Porém, Coutinho analisa que duas características marcantes de Romero seguem com ele: a personalidade de chamar o jogo e o oportunismo. No entanto, o jornalista analisa que, mesmo mantendo os traços, essas duas características não continuam iguais.
O oportunismo já havia aparecido na reta final do jogador no Corinthians, quando atuou por vezes como “camisa 9”. De acordo com Coutinho, essa função pode dar certo na nova passagem em certos momentos, mas não parece a melhor escolha atualmente.
Sobre a personalidade do atacante paraguaio, o jornalista afirma que ela continua dando as caras, já que ele não se esconde do jogo. Porém, Coutinho avalia que Romero apresentou evolução no quesito das tentativas, escolhendo melhor as jogadas. Além disso, desenvolveu o controle da bola, a qualidade dos passes e as finalizações.
“Em resumo, a intensidade empregada nas ações com e sem a bola caiu. Algo que o impede ser aquele ”ponta trabalhador” que marcou época no título brasileiro de 2017. Não faz mais a recomposição com tanto afinco, e não tem a mesma potência em contragolpes. Cresceu o poder de articulação, de jogo ”curto”. Por isso a forma de utilizá-lo terá que ser diferente”, conclui o jornalista.
Por fim, Coutinho destaca que, no presente momento, Romero pode contribuir pouco defensivamente, sendo que há possibilidade de se destacar nesse quesito em jogos pontuais, mas sem regularidade. Segundo Rodrigo Coutinho, Romero oferece menos do que Róger Guedes e Yuri Alberto, outras opções do elenco atualmente, porém pode ser boaopção para entrar e contribuir no decorrer dos jogos.

