Após a vitória do Corinthians sobre o Santos nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela 11ª rodada do Brasileirão, o técnico Vanderlei Luxemburgo se manifestou pela primeira vez sobre os protestos de torcedores na porta do hotel onde a equipe ficaria concentrada na Baixada Santista. Com o clima muito tenso, em comum acordo com os jogadores e comissão técnica, a diretoria decidiu pelo retorno da delegação à capital paulista no fim da noite da última terça.
“Não dei nenhuma declaração sobre o que aconteceu ontem. A gente tinha que estar preocupada com o jogo. A decisão de voltar ontem foi conversada com o presidente pelo telefone. Ele não estava presente e veio hoje. Falamos das dificuldades de sair do ônibus. Tem crianças, mulheres e torcedores que foram lá pra pegar autógrafo e tirar foto conosco. Se nós descêssemos ali (…) A Polícia Militar falou que tinha segurança, mas nós dentro do ônibus estávamos desconfortáveis porque se descêssemos e saísse conflito, crianças, senhoras e mulheres poderiam ter sido vítimas de algo desagradável. Tivemos bom senso de voltar pra São Paulo e acabar com o tumulto. Hoje descemos com o apoio da polícia, chegamos ao estádio e jogamos um jogo de futebol”, iniciou Luxemburgo.
Luxemburgo disparou contra a imprensa. Segundo ele, alguns profissionais noticiariam que o presidente Duilio Monteiro Alves não queria colocar o time dentro de campo. Ele ressaltou que a vitória foi obtida graças ao período de 10 dias de treino e não pela pressão dos torcedores.
“Lamentar porque às vezes as pessoas falam tantas coisas, que nós, o presidente não queria que a gente jogasse. Mentira. Inventam factoides, criando situação desagradável. Nós ganhamos porque treinamos 10 dias e nos preparamos para um jogo difícil. Queremos paz. Paz para trabalhar. Ou você acha que pressão faz ganhar? Uma porrada vai fazer ganhar? É trabalho que faz ganhar”, comentou.
“Bom senso tem que existir no futebol e paz para trabalhar. Somos ídolos de alguém, vão encontrar com a gente na rua, de repente (essa pessoa) sofre agressão porque alguém (protestando) decidiu apelar e fazer agressão. Foto dura 10 segundos e a pessoa vai embora contente. O bom senso fez a gente voltar para São Paulo. Alguém falou que o que nós tivemos ontem não foi nada de pressão. Violência é violência. Temos que lamentar tudo isso, a imagem do futebol brasileiro fica arranhada”.
“Vamos criar bom senso, senso, seja lá o que for através de vocês (imprensa). Voltamos, foi uma decisão sábia. Lamentável o que aconteceu aqui, quem sai prejudicado é o clube. Quem foi prejudicado com fala homofóbica? Foi o Corinthians. Fluminense já um mês e meio era a sensação, um mês e meio não presta. Onde vamos parar? Só queremos paz para trabalhar. Que as pessoas tenham bom senso”, finalizou.

