Abel Ferreira admitiu responsabilidade pela eliminação do Palmeiras contra o Boca Juniors, nesta quinta-feira, nas semifinais da Conmebol Libertadores. Depois do empate em 1 a 1 no tempo normal, o Verdão foi superado nas cobranças de pênalti por 4 a 2. Logo de cara, a resposta da primeira pergunta veio de forma atravessada.
A escalação utilizada desde o início geraram inúmeras críticas. Como esperado, o treinador escolheu Marcos Rocha na lateral direita e Mayke mais adiantado, atuando como um ponta, formando o setor ofensivo com Artur e Rony. Para muitos, faltou ousadia para utilizar os garotos da base.
– Quem é o treinador dessa equipe? Quem é que faz tudo para o Palmeiras ganhar? Quem é que está com eles todo dia? Então, é isso. Não tenho mais nada a falar – resumiu.
A postura do treinador do Verdão irritou boa parte dos palmeirenses. Nas redes sociais, muitos não gostaram do teor utilizado nas respostas.
Kevin, Endrick e Luís Guilherme foram acionados no segundo tempo e todos receberam elogios. Quando o trio esteve em campo, o Boca Juniors encontrou muita dificuldades no setor defensivo.
“Veja a quantidade de chances que criamos. Não é assim que funciona o futebol, na base do se. Eu durmo na cama que eu faço. Eu vou com as minhas ideias, e não com as ideias dos outros. Tudo o que faço dentro do clube é o melhor com o recurso que temos. Acabamos vítimas do próprio sucesso”, acrescentou Abel.
Eliminado da Libertadores, o Palmeiras agora foca na sequência do Brasileirão e tentará tirar a diferença do Botafogo, que lidera com oito pontos de vantagem para o Verdão. Apesar disso, Abel manteve o discurso e acredita ainda que o título ficará com os cariocas.
– Não vou alterar o que disse. Conhecendo o futebol brasileiro, o futebol sul-americano nesses três anos, não altero uma vírgula daquilo que eu disse. O Botafogo tem tudo para ser campeão.
No domingo, o Verdão encara o Santos, às 16h (de Brasília), na Arena Barueri.

