A presidente do Palmeiras, Leila Pereira se manifestou pela primeira vez após os inúmeros protestos de torcedores que picharam lojas da Crefisa espalhadas pelo Brasil. Muros da sede social do clube também foram vandalizados após o clássico do último domingo. Além da mandatária, o diretor de futebol Anderson Barros é outro alvo das críticas.
– É muito triste que uma empresa que tanto tem contribuído com o êxito do Palmeiras, ao longo dos últimos nove anos, seja alvo de ataques. Os vândalos que picharam a sede social do clube e as lojas da Crefisa não estão atingindo a presidente do Palmeiras, mas sim o mercado do futebol brasileiro, que necessita de investimento para poder crescer – disse Leila ao ge.com
Leila, que é dona da instituição financeira, repudiou com veemência a atitude de “vândalos, que se declaram torcedores, causam danos ao patrimônio da instituição”.
– Qual empresa vai querer patrocinar um clube sabendo que vândalos, que se declaram torcedores, causam danos ao patrimônio da instituição e trabalham contra o próprio patrocinador do time? É uma violência sem sentido, que deprecia a indústria do futebol como um todo – acrescentou.
Desde a meio do ano, o tom das críticas da torcida, sobretudo a principal organizada do clube, aumentou. A principal reclamação vem da postura bastante tímida no mercado da bola. Enquanto outras equipes se reforçaram na última janela de transferências, o Verdão não trouxe nenhum reforço.
Ao mesmo tempo, peças importantes deixaram o Palmeiras e estas não foram repostas. Diante dos tropeços na Copa do Brasil e, principalmente, na Libertadores, o protesto retornou e ainda com mais força.
Apesar das críticas, Leila não parece nunca “recuar”. Pelo contrário, deixa claro em todas as entrevistas que ela e seus pares não irão tomar nenhuma atitude baseado na pressão de x ou y. Ao que tudo indica, a política de investimentos responsáveis serão mantidos para 2024. O clube irá ao mercado em busca de três ou quatro contratações, mas de forma consciente e que não prejudique o caixa.

