Textor, dono da SAF do Botafogo (Crédito: Ruano Carneiro/Alamy Live News)
O Botafogo enfrenta uma grave crise financeira e pressiona John Textor por uma solução imediata. O associativo do clube aguarda um aporte de R$ 150 milhões do controlador da SAF até esta quinta-feira (5). A diretoria considera o valor essencial para regularizar pendências financeiras e garantir fluxo de caixa até o primeiro semestre de 2026.
Crise financeira amplia tensão entre SAF e associativo
O Botafogo social cobra respostas diretas de John Textor diante do agravamento da crise. Isso porque dirigentes do associativo avaliam que a SAF atrasou decisões estratégicas e aumentou o desgaste interno no clube. Nos bastidores, a relação entre as partes enfrenta resistência crescente, tanto no conselho quanto entre dirigentes históricos.
De acordo com o canal Arena Alvinegra, as partes chegaram a um acordo para a realização do aporte, que pode aliviar a situação no curto prazo e evitar novos conflitos institucionais.
BTG Pactual assume negociações
O BTG Pactual assumiu a condução das negociações entre o Botafogo social e John Textor. O banco atua como mediador para impedir disputas judiciais que poderiam travar ainda mais o funcionamento da SAF.
Na sexta-feira (30), Textor se reuniu em São Paulo com o presidente do associativo, João Paulo Magalhães, e representantes do BTG. O encontro definiu os próximos passos da operação financeira.
Textor monta grupo financeiro
John Textor decidiu estruturar o aporte por meio de um novo grupo financeiro. Sendo assim, o empresário contará com o apoio da GDA Luma Capital e da Hutton Capital para levantar os R$ 150 milhões.
Segundo pessoas próximas à negociação, Textor recorrerá a um empréstimo com juros acima do mercado. Mesmo assim, ele acredita que o aporte permitirá ao Botafogo atacar o transfer ban e manter jogadores-chave no elenco por mais tempo.
Transfer ban coloca Botafogo contra o relógio
O transfer ban representa hoje o principal problema do Botafogo. O clube precisa pagar 30 milhões de dólares à Major League Soccer (MLS) pela contratação do meia Thiago Almada, realizada em junho de 2024.
A diretoria tenta parcelar o valor em três vezes, mas reconhece a complexidade da negociação, que envolve advogados, intermediários e a própria MLS. Com o calendário avançando, o Botafogo corre contra o tempo para evitar punições mais severas.
Botafogo mantém reforços fora das competições
Enquanto não quitar a dívida, o Botafogo não consegue registrar novos jogadores. Wallace Davi, Villalba, Riquelme e Ythallo seguem impedidos de atuar em competições oficiais.
Caso o clube não resolva o problema, a Fifa manterá a punição até a janela do meio de 2027, o que compromete diretamente o planejamento esportivo do Alvinegro.

