John Textor tem enfrentado problemas no Botafogo (Foto Alamy)
A crise no Botafogo parece que não tem fim. Na noite desta segunda-feira, conselheiros do clube associativo se reuniram na sede de General Severiano para aprovação das contas. No entanto, o assunto principal foi John Textor, que segue com a gestão da SAF do Botafogo através de uma liminar.
Conforme informações da ESPN, nesta reunião, a maioria dos conselheiros já prefere o norte-americano fora do clube. Com isso, novos caminhos já estão na mesa do Botafogo. Isso porque, em caso de afastamento definitivo de Textor, o associativo não quer assumir, o que levaria a uma nova via.
Ainda segundo a ESPN, já há propostas de investidores estrangeiros e nacionais na mesa. Ofertas, conforme a emissora, “consideradas positivas”. Há um clima cada vez menos favorável para a permanência de Textor no comando da SAF do clube.
O presidente do Botafogo, João Paulo Magalhães, mantém contatos com o norte-americano quase que diários para tratar do futuro do Glorioso. Há ainda uma expectativa, conforme a ESPN, de que algumas decisões definitivas em relação ao assunto serão tomadas nos próximos 30 dias.
Textor diz que o Botafogo não é o Vasco
O empresário e dono da SAF do Botafogo, John Textor, se manifestou sobre a tentativa de tirá-lo do comando do futebol do clube. Conforme informações da ESPN, o norte-americano afirmou que não há previsão de quebra de acordo e comparou com um caso recente ocorrido com um rival.
“Isto não é o Vasco. Não há quebra de acordo. O dinheiro entra e sai o tempo todo, no curso normal da gestão de um clube de futebol, e nossa empresa tem o direito de tomar decisões de gestão de caixa que funcionaram bem o suficiente para nos levar a conquistar dois campeonatos”, disse.
O empresário alegou ainda que injetou mais recursos do que os previstos em contrato e que o associativo tem o poder de um acionista com 10% da empresa. Ou seja, não tem poder para tomar decisões do tamanho que pretendem.
“Nosso comunicado público anterior deixa claro que aportamos mais recursos do que jamais foi exigido pelo nosso acordo de SAF, e isso foi feito antes do prazo. Como estamos em total conformidade com o nosso acordo, esperamos que eles retornem a um papel de acionista apoiador”, seguiu.
Textor questiona clube social
O empresário afirmou também que os membros do clube o criticam por não ter dinheiro no clube, mas entraram na Justiça para bloquear receitas de transferências. Textor explicou que vem tentando resolver os problemas no clube, mas há pessoas atrapalhando o seu trabalho.
“Enquanto isso, certos membros do clube social continuam a nos criticar na imprensa por não termos dinheiro suficiente, mas seguem se recusando a assinar documentos que nos permitiriam trazer financiamento saudável”, iniciou.
“Como podem bloquear 34 milhões em receitas e depois reclamar que não temos dinheiro suficiente?”, questionou.
Textor finalizou a resposta à ESPN, fazendo mais um questionamento: o empresário quer saber qual será a ação que o clube social fará nesses 30 dias de prazo que esses membros estipularam para decidir situações fundamentais para o Botafogo.
“Eles dizem que vão esperar 30 dias… Para quê? Por que esperar? Eles deveriam assinar os documentos de que precisamos para trazer capital. Neste momento, o clube social faz parte do problema. Eles deveriam fazer parte da solução”, encerrou.

