John Textor busca clube inglês em meio à crise no Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)
O empresário John Textor formalizou uma proposta para injetar 25 milhões de dólares na SAF do Botafogo. O valor, equivalente a cerca de R$ 128,5 milhões, tem como objetivo aliviar a situação financeira do clube no curto prazo e garantir maior estabilidade operacional.
A iniciativa surge em meio à necessidade de honrar compromissos imediatos. Entre eles, estão salários, dívidas correntes e parcelas de negociações, como a aquisição do meia Thiago Almada junto ao Atlanta United.
Proposta prevê aumento de capital, não empréstimo
Diferentemente de operações anteriores, o aporte não envolve empréstimo. Textor propõe uma capitalização via equity, ou seja, investimento direto em troca de participação acionária.
“Este investimento está estruturado como um aporte de capital próprio, com injeção de recursos na SAF em troca de ações ordinárias”, afirmou o empresário em nota.
Na prática, o modelo prevê a emissão de novas ações. Assim, o investidor amplia sua participação sem alterar os 10% que pertencem ao clube social, conforme previsto no acordo vigente.
Objetivo é garantir liquidez imediata
O plano busca resolver demandas urgentes do clube. A entrada de recursos permitiria quitar pendências financeiras e evitar sanções esportivas, como possíveis restrições de transferências.
“Trata-se de um investimento e não de um empréstimo, ou seja, dinheiro novo e saudável entrando no clube”, reforçou Textor.
Além disso, o dirigente destacou que a operação fortalece o balanço financeiro, já que evita o aumento do endividamento e melhora a capacidade de pagamento da SAF.
Negociação depende de aval do clube social
Apesar da proposta formal, a operação ainda depende de aprovação do Botafogo associativo. Desde o início do ano, a SAF aguarda autorização para esse tipo de movimentação.
“Desde janeiro, estamos aguardando essa autorização para seguir com o processo de capitalização”, explicou o empresário.
O tema ganhou ainda mais relevância após o clube recusar um modelo anterior de financiamento, que envolvia juros considerados elevados por parte da diretoria.
Aporte pode chegar a R$ 257 milhões
Caso aprovado, o investimento de Textor se somará a outra captação já prevista junto a parceiros financeiros. Com isso, o total de recursos pode atingir 50 milhões de dólares, cerca de R$ 257 milhões.
O objetivo é garantir não apenas a estabilidade no curto prazo, mas também sustentar o projeto esportivo em médio prazo. A proposta reforça a estratégia de fortalecer o clube via capital próprio, reduzindo a dependência de dívidas.
Enquanto aguarda uma definição, Textor mantém o discurso de compromisso com o futuro do Botafogo e cobra alinhamento interno para avançar com o plano financeiro.

