Robinho Jr. foi barrado pelo seu empresário de atuar pelo sub-20 (Photo: Ettore Chiereguini/AGIF)
Os representantes de Robinho Jr. notificaram oficialmente o Santos nesta segunda-feira e cobraram medidas após o desentendimento com Neymar no treino de domingo, no CT Rei Pelé. No documento, o atacante de 18 anos relata ofensas verbais e acusa o camisa 10 de agressão física durante a atividade.
Segundo a notificação, Neymar xingou o jovem, aplicou uma rasteira e desferiu um tapa no rosto. Diante disso, o estafe decidiu formalizar a queixa e exigir respostas rápidas do clube.
Estafe impõe prazo e exige medidas concretas
Os representantes de Robinho Jr. deram 48 horas para o Santos agir. Eles exigem a abertura de sindicância, o acesso às imagens do treino, uma posição oficial do clube e o agendamento de uma reunião para discutir o caso.
Além disso, o documento aponta que a falta de providências pode caracterizar quebra de confiança contratual e falha na garantia de segurança ao atleta. Com isso, o estafe deixa claro que não aceitará omissão.
Defesa ameaça rescisão e ação judicial
Caso o Santos não cumpra as exigências no prazo, os representantes prometem tomar medidas legais. Entre elas, está a possibilidade de rescisão indireta do contrato, além de pedidos de indenização por danos morais e materiais.
A postura marca uma mudança no tom do episódio. Inicialmente, o caso parecia resolvido após Neymar pedir desculpas ao jovem ainda no vestiário.
Santos reage e inicia investigação interna
O Santos abriu sindicância interna logo após o ocorrido. Sendo assim, o clube confirmou que o departamento jurídico conduz a apuração e analisará todos os elementos do caso.
O episódio aconteceu durante um treino entre jogadores que não atuaram na última partida. Durante a atividade, Neymar se irritou após ser driblado, iniciou a discussão e elevou o tom da cobrança, o que desencadeou o confronto.
Caso segue em aberto nos bastidores
Apesar da tentativa inicial de resolver a situação internamente, a notificação formal muda o cenário e amplia a pressão sobre o clube. Agora, a diretoria precisa agir rapidamente para responder às cobranças e evitar um desdobramento jurídico.
Enquanto isso, Neymar e Robinho Jr. seguem vinculados ao elenco, mas o caso continua em aberto e depende das próximas decisões do Santos.

