Klinsmann. Foto Alamy.
Na véspera do começo da Copa do Mundo de 2026, Jurgen Klinsmann afirmou que o Brasil é o principal favorito ao título. Campeão mundial com a Alemanha em 1990, destacou o impacto da chegada de Carlo Ancelotti ao comando da Seleção Brasileira. A declaração foi feita em uma entrevista à ESPN.
“Para mim, o Brasil é o favorito, para mim é a equipe número um nesta Copa do Mundo”, declarou Klinsmann.
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Klinsmann volta a colocar o Brasil no topo das previsões
O curioso é que a confiança do alemão no Brasil não é uma novidade. Antes da Copa do Mundo de 2022, no Catar, Klinsmann também apontava a Seleção Brasileira como a principal candidata ao título. Na ocasião, a sequência nas Eliminatórias foi o destaque.
“O favorito na minha opinião, depois de ter acompanhado esses últimos dois anos, principalmente durante as eliminatórias, é o Brasil. Fiquei impressionado com a campanha brasileira nas eliminatórias”, afirmou antes do Mundial do Catar.
O desfecho, no entanto, foi diferente do esperado. Apesar do favoritismo, o Brasil acabou eliminado pela Croácia nas quartas de final. Enquanto isso, a Argentina de Lionel Messi conquistou o tricampeonato mundial.
Agora, quatro anos depois, Klinsmann repete o discurso. A diferença é que a Seleção chega sob nova direção e com uma proposta diferente daquela apresentada no Catar.
O que mudou de 2022 para 2026?
Na visão do alemão, a principal transformação está no comando técnico. Klinsmann acredita que Ancelotti trouxe uma nova perspectiva para o futebol brasileiro e conseguiu tirar a equipe de uma zona de conforto que existia há anos.
“É a primeira vez que o Brasil contrata um treinador de fora. Eu acho que Carlo Ancelotti tirou eles da zona de conforto”, afirmou.
O treinador italiano assumiu a Seleção após uma sequência de ciclos encerrados sem título mundial. Além da experiência acumulada em clubes como Real Madrid, Ancelotti chega com a missão de encerrar um jejum que já dura 24 anos.
Klinsmann também destacou a capacidade do técnico de administrar ambientes com grande pressão e expectativa.
“Se alguém consegue lidar com todas as questões do futebol brasileiro, esse alguém é Carlo Ancelotti.”
Neymar segue como esperança para a reta decisiva
Outro ponto abordado pelo ex-atacante foi a situação de Neymar. Ainda em recuperação de uma lesão muscular na panturrilha direita, o camisa 10 dificilmente estará em campo na estreia contra Marrocos.
Mesmo assim, Klinsmann acredita que o atacante pode ser uma peça decisiva ao longo da competição.
“Talvez, no segundo, terceiro ou quarto jogo, trazendo Neymar do banco, todo o estádio vai vibrar.”
A declaração reforça a expectativa em torno do principal nome técnico da Seleção, que tenta disputar sua quarta Copa do Mundo e buscar um título inédito na carreira.
Brasil tenta transformar favoritismo em resultado
Historicamente, o Brasil costuma aparecer entre os favoritos antes dos Mundiais. O desafio tem sido transformar essa condição em conquistas dentro de campo.
Foi assim em 2006, 2010, 2018 e também em 2022. Em todos esses torneios, a Seleção chegou cercada de expectativa, mas acabou ficando pelo caminho.
Por isso, as palavras de Klinsmann funcionam mais como reconhecimento do potencial brasileiro do que como garantia de sucesso. Afinal, a própria história recente mostra que favoritismo não basta para levantar a taça.
Ainda assim, o fato de um campeão mundial voltar a colocar o Brasil no topo das previsões evidencia algo importante: mesmo após anos sem conquistar a Copa, a Seleção continua sendo vista como uma das maiores forças do futebol mundial. Agora, caberá ao time de Ancelotti provar dentro de campo que, desta vez, a aposta pode finalmente se confirmar.

