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Flamengo projeta miniestádio para 2027

Arena para 4,5 mil pessoas será utilizada pelas categorias de base e pelo futebol feminino

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Flamengo projeta miniestádio para 2027

Luiz Eduardo Baptista é o presidente do Flamengo (Crédito: Paula Reis/Flamengo)

O Ninho do Urubu está prestes a ganhar uma nova peça em seu processo de expansão. Depois de anos de planejamento, o Flamengo trabalha com a expectativa de concluir seu miniestádio entre julho e agosto de 2027.

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A arena será construída dentro do centro de treinamento. A estrutura faz parte de um movimento que busca transformar o Ninho em um complexo cada vez mais autossuficiente.

Estádio para base e futebol feminino

A construção do miniestádio vai além da criação de mais um campo no centro de treinamento. Hoje, o Flamengo precisa utilizar diferentes locais para receber partidas das categorias de base e do futebol feminino. Com uma arena própria, o clube ganhará mais autonomia e poderá centralizar parte das suas atividades no Ninho do Urubu.

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Além disso, a nova estrutura permitirá a presença de torcedores, imprensa e equipes visitantes em um ambiente pensado especificamente para competições oficiais.

A tendência acompanha um movimento observado em grandes clubes da Europa, que passaram a investir em estádios menores para acelerar o desenvolvimento de jovens atletas e fortalecer suas equipes femininas.

Capacidade foi mais do que dobrada

A previsão inicial era construir uma arena para cerca de dois mil espectadores. No entanto, o projeto foi reformulado ao longo dos últimos anos. Agora, a capacidade prevista é de aproximadamente 4.500 torcedores.

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Outro avanço importante será a instalação do sistema de iluminação, permitindo partidas noturnas e ampliando a utilização do espaço.

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Como será o miniestádio do Flamengo

O gramado já está pronto. Neste momento, as obras se concentram nas áreas complementares. O projeto prevê quatro vestiários para os atletas e dois vestiários destinados à arbitragem. Além disso, haverá sala de controle antidoping, recepção, área administrativa, espaço para reuniões e camarotes no segundo pavimento.

A arena também contará com cobertura para as áreas técnicas e uma torre destinada ao placar eletrônico e às transmissões das partidas. Portanto, com objetivo de oferecer estrutura similar aos estádios de pequeno porte de clubes profissionais.

A obra pode receber recursos do próprio clube

No início de 2026, o Flamengo apresentou o projeto à Secretaria de Esporte e Lazer do Estado do Rio de Janeiro. A intenção era captar cerca de R$ 8,3 milhões por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte.

Entretanto, a liberação dos recursos ainda não aconteceu. Diante desse cenário, a diretoria já trabalha com um plano alternativo. Se a liberação não for feita ainda esse ano, o clube deve utilizar verba do orçamento de 2027.

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Projeto faz parte da expansão do Ninho do Urubu

O miniestádio é apenas uma das iniciativas previstas para os próximos anos. Atualmente, o Ninho do Urubu conta com dez campos utilizados pelo futebol profissional e pelas categorias de base. Além disso, o clube prepara a entrega do campo 12 e trabalha em novos investimentos para o complexo.

Entre eles está a construção de duas quadras oficiais de futsal. A ideia é aproximar ainda mais a modalidade das categorias de formação. Internamente, existe o entendimento de que muitos jogadores desenvolvem fundamentos importantes no futsal antes de migrarem para o campo.

Projeto nasceu na gestão Landim e atravessou mudanças

As obras começaram nos últimos meses da administração de Rodolfo Landim. Inicialmente, a expectativa era concluir o miniestádio ainda em 2024. No entanto, ajustes no projeto e mudanças financeiras acabaram alterando o cronograma.

Mesmo assim, a nova diretoria decidiu manter o investimento. A avaliação interna é que fortalecer a infraestrutura pode gerar ganhos esportivos e financeiros no longo prazo.

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Nos últimos anos, o clube ampliou sua aposta em estruturas próprias. O investimento no Ninho do Urubu faz parte dessa estratégia. A intenção é transformar o centro de treinamento em uma verdadeira cidade do futebol, capaz de atender desde as categorias mais jovens até o elenco profissional.

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