Home Futebol Figo pede saída de Infantino da Fifa e dispara: “A solução precisa de apenas três palavras”

Figo pede saída de Infantino da Fifa e dispara: “A solução precisa de apenas três palavras”

Ídolo da seleção portuguesa criticou o projeto de venda de ativos da Fifa, acusou Gianni Infantino de falta de transparência e afirmou que o presidente não deve continuar no cargo.

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Figo pede saída de Infantino da Fifa e dispara: “A solução precisa de apenas três palavras”

Figo se pronuncia sobre a Fifa. Foto Alamy.

A crise política na Fifa ganhou mais um capítulo. Desta vez, quem subiu o tom foi Luís Figo. Um dos maiores jogadores da história de Portugal publicou um artigo no jornal britânico “Daily Mail” e pediu a saída imediata de Gianni Infantino da presidência da entidade.

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O ex-capitão da seleção portuguesa criticou a forma como o dirigente conduziu o projeto que previa a entrada de investidores privados nos ativos comerciais da Fifa. Além disso, afirmou que a entidade tem dinheiro suficiente para financiar seus próprios projetos e não precisa recorrer ao mercado.

Figo pede saída de Infantino

Logo no início do artigo, Figo fez o ataque mais duro ao presidente da Fifa e afirmou que a solução para os problemas da entidade passa pela troca de comando.

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“Eu poderia escrever 10 mil palavras sobre os problemas da Fifa. Mas a solução precisa de apenas três: Infantino precisa sair.”

Na sequência, o ex-jogador afirmou que nunca havia visto um comportamento semelhante dentro do futebol.

“Foi o comportamento mais baixo, enganoso e egoísta que já testemunhei no futebol.”

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Além disso, Figo disse que Infantino representa um modelo de gestão que não combina mais com o futuro do esporte.

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“Ele é um resquício do passado do futebol.”

Ex-jogador questiona falta de transparência

Figo também criticou a maneira como a Fifa apresentou o projeto às federações filiadas. Segundo ele, a entidade não explicou detalhes importantes antes de levar a proposta para discussão.

“Se era uma ideia tão boa, por que não disse aos membros quando todos estavam reunidos antes da final da Copa do Mundo? Se era um plano tão sólido, por que não explicou os riscos, assim como aquilo que descreve como benefícios?”

O português ainda acusou Infantino de não informar que a operação poderia lhe render um cargo avaliado em cerca de 30 milhões de dólares por ano.

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“Não é uma boa ideia. Não é um projeto sólido quando não somos transparentes sobre os enormes retornos que o capital privado busca.”

Fifa tem dinheiro suficiente, diz Figo

Outro argumento apresentado pelo ex-jogador envolve a situação financeira da entidade. Segundo Figo, a Fifa possui cerca de 5 bilhões de dólares em reservas e, por isso, não precisa vender participação de seus ativos.

“Quantas ações isso poderia comprar? Todas! Portanto, não há necessidade de investimento externo.”

Na avaliação dele, esse dinheiro deveria ser direcionado para o desenvolvimento do futebol em vez de beneficiar investidores privados.

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Português defende mais investimento no futebol

No fim do artigo, Figo afirmou que a prioridade da Fifa deve ser ampliar o acesso ao esporte, principalmente em países com menos recursos.

“O futebol realmente precisa falar sobre dinheiro. Mas não o dinheiro que pode sair do esporte para investidores ou para salários exagerados de administradores. Estou falando do dinheiro que deveria ser investido na construção de campos e na formação de treinadores, para garantir que todas as crianças do mundo tenham a oportunidade de se apaixonar pelo esporte mais bonito do planeta.”

Pressão sobre Infantino aumenta

As declarações de Figo acontecem em meio à maior crise enfrentada por Gianni Infantino desde que assumiu a presidência da Fifa. O dirigente desistiu recentemente do projeto de criar uma empresa para administrar os direitos comerciais da entidade após enfrentar forte oposição.

A Uefa liderou as críticas e chegou a defender um boicote às competições organizadas pela Fifa. Depois disso, a Concacaf também se posicionou contra a proposta, aumentando a pressão política sobre Infantino e colocando em dúvida seu futuro no comando da entidade.

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