Home Futebol Presidente do Cuiabá acusa Santos e Corinthians de “estelionato esportivo” e cobra punições por dívidas

Presidente do Cuiabá acusa Santos e Corinthians de “estelionato esportivo” e cobra punições por dívidas

Cristiano Dresch critica clubes que contratam jogadores enquanto acumulam débitos e defende a perda de pontos como punição no futebol brasileiro.

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Presidente do Cuiabá acusa Santos e Corinthians de “estelionato esportivo” e cobra punições por dívidas

Presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch. Foto: Richard Ferrari/TheNEWS2/Alamy

O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, fez duras críticas a Santos, Corinthians e outros clubes brasileiros por causa de dívidas relacionadas a transferências de jogadores. Em entrevista ao programa Fala a Fonte, da ESPN, nesta quarta-feira (23), o dirigente classificou a situação como um possível “estelionato esportivo” e cobrou punições mais rigorosas para os devedores.

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O Cuiabá acionou a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF, para cobrar valores pendentes de negociações com os dois clubes paulistas. Dresch afirma que os atrasos prejudicam diretamente o planejamento financeiro da equipe mato-grossense, que disputa o acesso à Série A.

Cuiabá cobra quase R$ 20 milhões do Santos e tem parcelas atrasadas do Corinthians

O Santos foi condenado nesta semana pela CNRD a pagar R$ 18,6 milhões ao Cuiabá. A dívida envolve a contratação do zagueiro Joaquim, em fevereiro de 2023, e a parcela que o clube mato-grossense teria direito a receber pela transferência do defensor ao Tigres, do México, em julho de 2024.

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Os clubes haviam negociado inicialmente o pagamento em cinco parcelas, mas o Santos quitou apenas a primeira. Apesar da decisão favorável ao Cuiabá, Dresch demonstrou preocupação com a possibilidade de não receber o dinheiro.

O Corinthians também enfrenta uma cobrança. O clube deve R$ 17,7 milhões pela contratação do volante Raniele e recebeu um plano de pagamento em 24 parcelas, aprovado pela CNRD. Entretanto, segundo o presidente do Cuiabá, uma parcela de R$ 800 mil venceu em julho sem que o pagamento fosse realizado.

“Estamos em uma reta final de campeonato na Série B, tentando o acesso, e esses atrasos nos atrapalham demais”, afirmou o dirigente.

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Dresch também mencionou uma dívida de aproximadamente R$ 900 mil do Grêmio, relacionada à transferência de Pepê para o Vitória. Para ele, o problema ultrapassa os casos individuais e revela dificuldades financeiras mais amplas no futebol brasileiro.

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Presidente do Cuiabá pede perda de pontos para clubes devedores

Cristiano Dresch defendeu mudanças nas punições aplicadas aos clubes que deixam de cumprir suas obrigações financeiras. Na avaliação do dirigente, o transfer ban, que impede o registro de novos jogadores, não tem sido suficiente para combater os atrasos.

“Esse problema existe porque vivemos num mercado sem regulação e sem punição. O transfer ban hoje está se mostrando insuficiente. Precisa ter perda de pontos”, declarou.

O presidente argumentou que uma punição esportiva poderia acelerar a quitação das dívidas. Ele citou o Corinthians como exemplo e afirmou acreditar que o clube encontraria recursos para pagar o Cuiabá caso estivesse ameaçado de perder três pontos no Campeonato Brasileiro.

Dresch também criticou a possibilidade de equipes endividadas continuarem investindo em contratações de alto custo. Segundo ele, essa situação cria uma desigualdade em relação aos clubes que mantêm seus pagamentos em dia, mas dispõem de orçamentos menores.

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Dresch critica gastos do Santos e cita Vasco e Botafogo

Durante a entrevista, o dirigente questionou os investimentos do Santos em jogadores enquanto o clube mantém a dívida com o Cuiabá. Ele também mencionou Vasco e Botafogo ao criticar o endividamento de equipes que seguem competindo na Série A.

Na avaliação de Dresch, clubes como Mirassol e Remo acabam enfrentando adversários que reforçam seus elencos apesar das pendências financeiras. O presidente considera que a situação interfere na disputa esportiva e defende uma revisão das regras.

As declarações representam a avaliação do dirigente sobre o endividamento dos clubes. A existência de cobranças e decisões da CNRD, por si só, não caracteriza o crime de estelionato.

Dívidas ameaçam planejamento financeiro do Cuiabá

Dresch destacou que os valores pendentes têm impacto significativo nas contas do Cuiabá. De acordo com ele, a folha salarial do clube é de aproximadamente R$ 1,6 milhão por mês, o que torna o recebimento das transferências especialmente importante.

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“A folha salarial do Cuiabá hoje é de R$ 1,6 milhão por mês. Esse dinheiro que entraria para mim é a sobrevivência. Eu vou sempre defender meu clube”, afirmou.

Apesar das críticas ao Corinthians, o dirigente elogiou o presidente Osmar Stabile e reconheceu que ele assumiu o clube em meio a dificuldades financeiras. Ainda assim, reforçou que o Cuiabá continuará cobrando os valores devidos e defendendo punições mais severas para os clubes inadimplentes.

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