Jesse Lingard comemorou bastante o seu primeiro gol pelo Corinthians (Photo: Thiago Vasconcelos Dos Santos/AGIF)
O Corinthians recebeu uma proposta de R$ 120 milhões da Fatal Model para estampar a marca da empresa no espaço principal de sua camisa durante um ano. A oferta chega em meio à proibição das casas de apostas no Brasil, que ameaça os contratos de patrocínio de diversos clubes, incluindo o acordo do Timão com a Esportes da Sorte.
Atualmente, o Corinthians recebe R$ 150 milhões fixos por temporada da patrocinadora máster, valor que pode alcançar R$ 200 milhões mediante o cumprimento de metas. Portanto, a proposta da Fatal Model representa uma redução de R$ 30 milhões em relação à receita fixa prevista no contrato atual.
Corinthians confirma contato da Fatal Model, mas mantém contrato com Esportes da Sorte
A Fatal Model oficializou a proposta neste domingo (27), oferecendo R$ 120 milhões por um contrato de uma temporada. O Corinthians confirmou que recebeu o contato da empresa, mas não divulgou os valores nem anunciou qualquer acordo.
Por enquanto, o clube mantém seu contrato com a Esportes da Sorte, válido até dezembro de 2029. Entretanto, a medida provisória anunciada pelo Governo Federal proíbe a operação e a publicidade de casas de apostas a partir de 6 de outubro, o que compromete a continuidade da parceria.
A Esportes da Sorte já havia alertado o Corinthians sobre a possibilidade de enfrentar restrições legais. Agora, a diretoria avalia alternativas para substituir uma das principais fontes de receita comercial do clube.
Fatal Model já patrocina o Corinthians e quer ampliar investimento
A empresa não pretende substituir o acordo que o Corinthians mantém com a Fatal Fans, plataforma de conteúdo adulto pertencente ao mesmo grupo. O contrato, válido até o fim de 2027, prevê o pagamento de R$ 22 milhões para exibir a marca no calção da equipe masculina.
Além disso, a Fatal Fans investe no futebol feminino e em outras modalidades do clube, como basquete e futsal. Na equipe feminina, a empresa utiliza o espaço publicitário para divulgar uma campanha de conscientização sobre a violência contra a mulher.
O grupo também se colocou à disposição para assumir o pagamento dos salários da atacante Gisela Robledo, caso a jogadora renove seu contrato até agosto de 2027.
Dessa forma, a nova proposta permitiria à Fatal Model ampliar sua presença no Corinthians sem encerrar os investimentos que já realiza no clube.
Flamengo também recebe proposta milionária
O Corinthians não foi o único clube procurado. A Fatal Model também apresentou uma oferta superior a R$ 100 milhões ao Flamengo, que possui um contrato de R$ 268,5 milhões anuais com a Betano.
Segundo Samuel Ongaratto, diretor de negócios da empresa, a intenção é associar a Fatal Model aos dois clubes de maiores torcidas do país. O executivo afirmou que o grupo já patrocinou mais de 20 equipes brasileiras e pretende ampliar sua participação no futebol.
O Flamengo confirmou o recebimento de um e-mail da empresa, mas não considera o contato uma proposta formal. Já o Corinthians reconheceu a aproximação, embora ainda não tenha informado se pretende avançar nas negociações.
Proibição das bets ameaça receita milionária do Corinthians
A medida provisória anunciada pelo Governo Federal estabelece o fim da oferta, da intermediação e da publicidade de apostas esportivas e cassinos virtuais no Brasil. A restrição começa a valer em 6 de outubro e também atinge os patrocínios esportivos.
O impacto financeiro pode ser significativo para o Corinthians. Dos R$ 276,7 milhões previstos em contratos de patrocínio no uniforme em 2026, aproximadamente 54,2% correspondem ao valor fixo pago pela Esportes da Sorte.
Além disso, a oferta da Fatal Model prevê apenas um ano de contrato, enquanto o acordo atual do Corinthians se estende até dezembro de 2029. A diretoria, portanto, precisará avaliar não apenas os valores apresentados, mas também a duração e as condições de uma eventual substituição.
A medida provisória ainda depende de análise do Congresso Nacional, que tem até 120 dias para decidir sobre sua continuidade. Enquanto isso, o Corinthians acompanha os desdobramentos da proibição e busca alternativas para preservar suas receitas comerciais.

